FOI BONITA A FESTA PÁ O melhor da rodada deste meio de semana não foi a fartura de gols e não pensem que se trata de comentário de alguém que preza a marcação e a coloca antes de qualquer coisa numa equipe de futebol. O melhor da rodada aconteceu em noite de temperatura amena no estádio particular com mais histórias para contar: o de São Januário, no bairro Vasco da Gama, no Rio de Janeiro. Perto da Quinta da Boa Vista e da Estação da Leopoldina.
Não vou me referir ao sapeca-iá-iá que o Vasco da Gama aplicou no Sport. Surpreendente até para o volume de jogo que o time de Pernambuco apresentou. Está nesta posição por acidente. Tem futebol para ocupar melhores lugares na tabela de classificação. Me refiro ao que aconteceu na Tribuna de Honra do Clube de Regatas Vasco da Gama. Lá estava depois de anos o Roberto Dinamite, agora presidente do clube, e saudado por todos como sempre deveria ser.
Confesso que a ausência do Roberto de São Januário era algo que não combinava com a história do clube. Quem se der ao trabalho de fazer uma viagem no tempo verá o quanto é bonita, emocionante até, a história do Vasco da Gama. Sempre foi um clube de portas abertas para todos e houve uma época, quando o Rio de Janeiro era a Capital Federal, que ali eram feitas as grandes festas do esporte.
Neste domingo, o Vasco da Gama enfrenta o Flamengo e a postura do presidente Roberto Dinamite de assistir ao jogo ao lado do presidente do Flamengo é mais do que saudável. A rivalidade só existe dentro do campo.
Por falar em Flamengo, o episódio envolvendo alguns jogadores e garotas de programa _ em noite de folga do grupo _ mostra que muitas vezes os jogadores precisam ser tratados como crianças pequenas. Não entenderam _ claro que não vale para todos _ que uma relação mais responsável é fundamental para a sua valorização. Esquecem que têm deveres e não apenas direitos.
ESTRANHO O PC Gusmão faz parte de um lista _ não tão grande quanto eu gostaria _ de técnicos promissores em atividade no futebol brasileiro. Sempre há uma pedra no seu caminho. Desta vez, a pedra chama-se Botafogo. Do nada, o nome de Paulo Cesar Gusmão apareceu como candidato ao lugar do Geninho, embora nenhum convite tenha sido feito, nenhuma declaração da diretoria tenha sido dada e ele sofra enorme rejeição pela maneira como deixou o clube. O PC deveria ser o primeiro a negar, de forma enfática, a possibilidade. Mas ele aproveita o boato para criar um fato e não desmenti-lo.
A saída de Geninho não pode ser atribuída aos maus resultados do time, como disse um diretor de futebol do Botafogo, em infeliz declaração. O problema de se contratar o Geninho é que há tempos os times treinados por ele não passam entusiasmo e não funcionam. Foi assim no Corinthians, em duas passagens, e no Atlético Mineiro. O Geninho não é pior e nem melhor do que a maioria em atividade, mas o conformismo do Geninho diante de todas as situações que o futebol apresenta só reforça a tese de que ele perdeu o gás. Pelo menos por ora.
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