AS FINAIS DO EQUILÍBRIO Essa história de favorito no futebol é mais para alegrar o torcedor do que qualquer outra coisa. Quando se olha para as semifinais do Campeonato Paulista, a tendência é colar esta palavra no Palmeiras. Afinal, o time demonstrou nos últimos jogos uma evolução e um crescimento de fazer inveja a qualquer outro concorrente no estado de São Paulo.
Não penso desta forma e tenho alguns motivos para justificar a quebra no coro. O maior deles estará do outro lado do campo. Vejo que de uns tempos para cá o São Paulo é olhado meio de esguelha. Criou a idéia, por conta dos resultados obtidos, de que é uma equipe imbatível e capaz de superar os adversários sem muita dificuldade.
Só que estes três primeiros meses do São Paulo foram bem diferentes de outros. A começar pelo fato de que alguns reforços não renderam o que deles era esperado e tampouco outros jogadores, que por lá já estavam, foram eficientes como em outras ocasiões. Vale ressaltar que dos reforços, o Adriano mais tem agradado do que decepcionado. Foi contratado para fazer gols e os tem marcado com a regularidade e constância que se espera de um atacante do seu porte.
O que vai acontecer nas semifinais é imprevisível, mas dá gosto ver no Palmeiras, noves fora o Valdívia, como alguns jogadores, desde que cobrados, rendem bem. Vejam o caso do Léo Lima. Tinha optado pela saideira, como ele mesmo admitiu, e foi necessário que alguém o encostasse na parede para começar o flerte com aquele Léo Lima de anos atrás. O mesmo se aplica ao Denílson, embora este ainda esteja distante daquele jogador de outras épocas.
A mesma imprevisibilidade caracteriza o confronto entre Ponte Preta e Guaratinguetá. Vale a pena prestar atenção nos dois times e aceitar a idéia de que nenhum dos dois está ali por acaso. Muito pelo contrário.
CARIOCAS SÃO BACANAS O melhor do Campeonato Carioca acontecerá nas semifinais da Taça Rio, assim como aconteceu nas semifinais da Taça Guanabara. São dois clássicos capazes de pararem com a cidade. Para o Botafogo, o grande desafio será mostrar que tem um elenco composto de jogadores com vocação para a vitória. A semana se apresenta como importante exatamente por isso. Além da decisão de domingo, o time tem outra: na quarta-feira diante do River, no Engenhão.
O time do Vasco da Gama não é a oitava maravilha do mundo. Está longe disso e peca por escolher volantes como o Jonílson. É um modelo de jogador à caminho da extinção. Faz um esforço danado para roubar a bola do advdersário e depois entregá-la para o rival mais próximo e, então, aplicar aquele carrinho que é tolerado pelos homens que um dia só se vestiam de preto.
Já o Fluminense tem um drama: a ausência de Washginton. Não dá para responsabilizar o Renato Gaúcho pelo desfalque, mas valia a pena ter pensado que ser artilheiro na Libertadores é mais interessante do que no Estadual. Enquanto isso, o Flamengo pode ser considerado o time mais arrumado de todos. Tem a base do ano passado e dois laterais que fazem a diferença. Difícil, mas não impossível, batê-lo.
AP SHOW Caminhava pela redação com os óculos de leitura repousados sobre o nariz. Na mão direita o cigarro, velho companheiro de guerra, e na esquerda o cafezinho. A voz rouca era doce e o olhar para a vida ainda mais. Não tinha ares de professor e tampouco dava lições. Apenas conversava, ponderava, sem elevar o tom de voz, e...........ensinava. A mim e a tantos outros. Jamais se recusou a servir o saber e a inteligência aos com sede e menos dotados. Foi um dos melhores.
Aos 82 anos, Aparício Pires, o Apashow, morreu de câncer. Foi o homem que deu ao senhor Carlos Roberto de Oliveira um outro nome sem a necessidade de passar por um cartório: Roberto Dinamite.
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