SEMPRE EM DESVANTAGEMO desempenho dos árbitros, e a temporada está apenas engatinhando, já está na berlinda. Por conta de uma série de questões da sociedade brasileira _ e o futebol está inserido nela, embora muita gente boa o veja como uma ilha _, o comportamento de quem tem que exercer a autoridade está sempre sob suspeita. Não temos crença, motivos não faltam, para acreditar que o poder é exercido com seriedade e sem nenhum interesse escuso.
Para agravar a situação, amplificar a desconfiança e deixar o árbitro sempre na berlinda, o epísódio do ex-árbitro Edílson Pereira de Carvalho ainda está muito vivo na cabeça de todos os torcedores. Demorará tempo para sair da memória de cada um e a leitura dos jornais ou a assistência do noticiário nas tevês serve apenas para aumentar a certeza de que tem muita gente mais preocupada em se dar bem do que ser honesto, trabalhar com seriedade e ser transparente.
O maior erro do árbitro Otávio Correia da Silva, que apitou o jogo Corinthians x São Caetano, foi o do espalhafato e da falta de senso. O espalhafato precisa ser combatido de forma veemente, especialmente quando o árbitro tem que advertir um jogador. A aplicação do cartão, seja amarelo ou vermelho, não precisa de encenação de personagem que interpreta Ricardo III. E o bom senso recomenda que o árbitro sempre interrompa a partida quando perceber algo estranho em campo. Tivesse feito isso e o lance não teria o desdobramento que teve.
Noves fora a falta de senso e o exagero no gestual da advertência, o Corinthians, de uns tempos para cá, é um time irritadiço. Não sei o que motiva, mas é time formado por jogadores suscetíveis, capazes de na primeira contrariedade fazerem uma bobagem. O Marcelo Mattos talvez seja um dos mais bem acabados exemplos. Há tempos, ele trocou a serenidade pela explosão. Vejo-o sempre carrancudo e distribuindo pontapés pelo campo. A tolerância de alguns árbitros é responsável por comportamento cada vez mais desvirtuado longe daquele que levou-o a ser incluído na relação de melhores do Campeonato Brasileiro de 2005.
A melhor definição para a derrota do Palmeiras veio do Casagrande, comentarista da Rede Globo, praticamente no fim da partida. "O time perdeu, mas não jogou mal', disse o Casagrande. É opinião para ser respeitada e serve de consolo, embora não conforte, para quem viu o time perder a invencibilidade. E vale a pena deixar de pensar que o Edmundo está irritado por morar, temporariamente, no banco de reservas. É mais uma situação clichê que alimenta o noticiário e mostra que nem sempre a criatividade alimenta a mídia.
TUTAJogadores de futebol são rotulados e nem sempre entendidos. Vejam o caso do Tuta. A temporada no Fluminense, em 2006, foi irregular e ele deixou o clube sob aplausos dos tricolores. Pois em outro tricolor, o Grêmio, ele está a fazer o que sabe: gols. Encontrou um time arrumado, que pensa nele apenas para uma função: empurrar a bola para o fundo do gol. Nem sempre é o jogadores responsável por tudo o de ruim que acontece numa equipe, especialmente no futebol de hoje.
POLÊMICAAinda bem que o mais ilustre dos blogueiros _ podem chamar de colunista que ele vai gostar _ tem a mesma opinião, o que significa não ficar sozinho na história. Também achei que houve um toque sútil do Cleberson no goleiro Max, na partida entre Cabofriense e Botafogo. O braço esquerdo do jogador do Cabofriense toca no goleiro e o desequilibra. Só não entendi o que levou o auxiliar, Ilton José Moutinho, a demorar tanto na anulação.
A reestréia de Dodô mostrou o quanto é identificado com o clube. Creio que o Cuca ainda não encontrou a melhor escalação. Coisas de início de temporada.
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