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Jornalista há 29 anos, Paulo Cesar Vasconcellos começou sua carreira na Luta Democrática, no Rio de Janeiro, Depois, ele trabalhou na Rádio Nacional, Última Hora, O Globo, Jornal do Brasil, onde foi repórter e editor de esportes, TV Globo, ESPN Brasil e atualmente é chefe de redação e comentarista do canal SporTV. Cobriu sua primeira Copa do Mundo em 1982, na Espanha, e depois fez a cobertura da realizada no México, em 86; da França, em 98; e da Alemanha, em 2002. Jornalista esportivo há duas décadas, Paulo Cesar Vasconcellos já realizou a cobertura de Jogos Olímpicos, Pan-Americanos, Mundiais e Pré-Olímpicos. Tem pelo esporte, especialmente o futebol, muita paixão. Este blog abordará não apenas o futebol, mas a paixão que o esporte desperta. “A vida se repete num campo, numa quadra, num tatame e numa piscina”, diz ele. pcvasconcellos@globo.com
PCVasconcellos
COMPETIÇÃO EQUILIBRADA
O Campeonato Carioca começa nesta quarta-feira e o investimento feito pelos quatro grandes clubes _ não confundam com times _ do estado é animador. Dentro das suas possibilidades, a movimentação foi intensa. Por ter um patrocinador forte, o Fluminense repaginou o seu elenco. Contratou 17 jogadores e mandou embora 22 _ ou seja um grupo com titulares e reservas.
A movimentação feita pelo Fluminense, iniciada com a contratação do Branco, campeão mundial e um dos ídolos do clube nos anos 80, mostrou que a diretoria entendeu ou acusou o golpe dos erros cometidos na temporada passado. Tanto que o elenco rejuvenesceu. Aquele grupo de 2006 _ incapaz de virar um time _ tinha idade avançada e padecia da falta de motivação.
Entre as contratações feitas, a do Carlos Alberto foi a de maior impacto. Tem identificação com o clube, mas entendo que os dois ex-jogadores do Figueirense (Cícero e Soares) podem se transformar nas grandes atrações desta temporada. Pena que o PC Gusmão ainda não esteja convencido de que os dois podem atuar juntos. Creio que o Fluminense teria muito a ganhar.
Enquanto a repaginação do Fluminense foi ampla, geral e irrestrita, a do Flamengo não afetou a base. Permanecem como titulares o goleiro Bruno, os laterais Leonardo Moura (direito) e Juan, o volante Paulinho, o meia Renato e o Renato Augusto. São seis jogadores agora mais bem cercados. A grande expectativa gira em torno do Sousa. Foi artilheiro do Campeonato Brasileiro ano passado e terá a companhia do Roni. Creio que esta é a melhor oportunidade para o Sousa mostrar a sua capacidade.
O argentino Conca sabe jogar futebol. Podem criticá-lo aqui e ali, mas é sempre conveniente lembrar que argentino que atua no meio de campo, especialmente se não tem apreço pelo jogo violento, conhece do riscado. Foi um ótimo reforço para o Vasco da Gama. Dá equilíbrio ao meio-de-campo, que sofria com o jogo mais cadenciado do Ramon.
Ao ler o noticiário do Botafogo, a sensação é a de que o Cuca sonha em armar o melhor time que ele treinou e serviu de inspiração para o São Paulo de hoje. Foi aquele Goiás que o Cuca pegou nas últimas posições do Campeonato Brasileiro e fez uma ótima campanha. O elenco _ Flamengo e Fluminense têm mais oferta _ do alvinegro é limitado, mas há uma empatia com o técnico e o Cuca se sente à vontade.
Tanto investimento aumenta a expectativa em relação a um bom Campeonato Carioca. Que os dirigentes do clubes não percam de vista a idéia de manter salários em dia; que as arbitragens não olhem a cor das camisas e os cartolas da Federação sejam sérios. Não é pedir muito.
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RETORNO SEM EXPLICAÇÃO
A convocação do Adriano só pode ser creditada ao fato de que o Dunga pretende observá-lo, conversar e saber o que o atacante pretende para esta temporada. O fato de o Adriano ter voltado a atuar com razoável qualidade não significa que ele recuperou aquela forma exibida na Copa das Confederações, dois anos atrás, na Alemanha.
Creio que o Dunga chamou o atacante apenas para conversar. Não o vejo ainda em condições de ser titular da Seleção Brasileira. É muito difícil para quem tem mais súditos do que amigos fazer reflexões. Observar o próprio comportamento e reconhecer erros. Jogadores que chegaram ao patamar financeiro do Adriano _ e isso hoje acontece muito rapidamente _ geralmente estão cercados de aduladores. Pessoas que mais querem desempenhar o papel de segurança, advogado de defesa do que verdadeiramente amigo.
Quando, logo na primeira convocação do ano, o Dunga inclui o nome dele na relação de convocados pode estar a fazer um bem e um mal, que só o próprio Adriano decidirá. O mal é o Adriano acreditar que bastam uns gols e tudo está resolvido. O bem é o Adriano aproveitar a chance oferecida e pensar que deve batalhar ainda mais para ficar entre os convocados. Para um lado ou para o outro, a questão só tem uma pessoa que pode resolvê-la: o Adriano.
Ao mesmo tempo que me espanto com a volta do Adriano, eu penso que a manutenção do Robinho chega a um ponto interessante: há tempos, ele mais oscila do que acerta no Real Madri. Pouco se me dá o que o jogador faz fora de campo, mas o Robinho não parece nem um pouco preocupado em acertar. Vejo-o com mais simpatia do que futebol.
Ainda não conseguiu se firmar no Real Madri e, creio, que está na hora de dizer ao que foi. Até o momento, o Robinho que merecia ter sido titular da Seleção Brasileira e foi muito bem na Copa das Confederações, dias anos atrás, ainda não entrou em campo.
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VELHOS PROBLEMAS
Em dois jogos, o Corinthians apresentou velhos problemas na sua defesa. Mal colocados, os dois zagueiros parecem que que foram apresentados um ao outro momentos antes da partida. Se o Emerson Leão observar da mesma maneira será possível que o problema seja corrigido. Na vitória sobre o São Bento, o time teve atuação razoável e o que mais chamou a atenção, além da defesa mal posicionada, foi a substituição do Roger. Noves fora o que o Emerson Leão observou, a entrada do Gustavo não se justificava. Exatamente no lugar do jogador mais criativo do time.
Este início de Campeonato Paulista mostra que os quatro grandes clubes do estado começaram a competição em plano superior ao do ano passado. Mas não se pode também ignorar o fato de que os times do interior _ exceto Noroeste de Bauru e Bragantino _ estão em fase técnica bem inferior.
Até agora, o Campeonato não teve jogos suficientes para que se possa diagnosticar qual time está bem e qual time está mal. Que equipe vai seguir em frente e que equipe vai patinar. Está claro que o discurso sobre as limitações do Santos não se aplicam _ há um exagero no desprezo ao time, que precisa de um centroavante _ e que no São Paulo, noves fora a repaginação da equipe, o Aloísio começa a temporada em forma superior a que terminou ano passado.
Quanto ao Palmeiras, a referência da equipe será o chileno Valdívia. No encharcado campo de Americana, contra o Rio Branco, ele mostrou que está muito mais solto do que no ano de 2006. A conferir.
Vida Nova
O répórter Renato Ribeiro, da Rede Globo, anunciou, durante o Redação SporTV, que o Fabiano Eller já acertou sua ida para o Atletico de Madri. Ao mesmo tempo, ele, que está na Espanha, acompanha o desfecho da negociação de Ronaldo, o Fenômeno, que está para trocar de clube, cidade e país. Deixa Madri, na Espanha, e desembarca em Milão, na Itália.
Lamento que o Fabiano Eller tenha, mais uma vez, trocado de time ao final de uma temporada.
O caso do Ronaldo, o Fenômeno, é um pouco diferente. Se for para o Milan, ele mostra que o sonho de figurar entre os melhores não se desfez. Muito pelo contrário. Espero que na Itália _ a primeira passagem pelo Inter teve um ano favorável _ ele se reencontre com o futebol que o respeitável público se acostumou a ver. Depende dele.
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A PERSEVERANÇA MERECE ELOGIOS
Entre os jogadores promissores que o futebol brasileiro apresentou na segunda parte dos anos 90, o Pedrinho apareceu como um dos primeiros nomes da lista. Naquele Vasco da Gama que venceu o Campeonato Brasileiro de 97, ele foi um dos melhores. formou uma dupla pelo lado esquerdo com o Felipe que garantiu muitas vitórias para o time. Pois quando estava no auge o joelho do Pedrinho encontrou o bico de uma chuteira e tudo se transformou. Para pior.
Daquele carrinho; daquela queda; daquele grito; daquela saída de campo deitado na maca; daquela mesa de cirurgia e daquela fisioterapia saiu um outro Pedrinho. Absolutamente divorciado do jogador que frequentou os rascunhos de Vanderlei Luxemburgo, à época técnico da Seleção Brasileira, para ser convocado.
Não desaprendeu a jogar futebol, não perdeu a coragem de botar o pé na bola dividida e tampouco perdeu o amor pelo futebol, mas era um outro atleta. Passou a ser um profissional atormentado por contusões. A maioria sem relação com a delicada cirurgia no joelho. Sempre que teve contuinuidade, o Pedrinho justificou a sua contratação.
Teve a coragem de assumir uma depressão _ coisa que o mundo de futebol não tem coragem de assumir _ e jamais desistiu. Ao vê-lo dando voltas em torno do campo de treinamento do Santos; ao saber que o Vanderlei Luxemburgo _ aquele que 10 anos atrás quase o convocou _, eu penso que a carreira do Pedrinho ainda não acabou. Por mais que a dor persista, o Departamento Médico seja um local a não perder de vista, o Pedrinho continua a tentar. A oportunidade no Santos não pode ser considerada a última, mas tem um significado especial: é um clube cada vez mais estruturado e o técnico saberá como utilizá-lo.
Sei que o Pedrinho pensa na regularidade e sonha com uma temporada em que mais assinará a súmula do que pedalará. Pode ser que na Vila Belmiro _ acredito em energia favorável _, o caminho talvez seja mais tranquilo. Se depender do jogador e do técnico, o fim da história será feliz.
CAMPEONATOS ESTADUAIS
Aos poucos, a bola rola oficialmente no futebol brasileiro. Sou favorável aos Campeonatos Estaduais. Acabá-los significa também acabar com a segunda-feira. Nada melhor do que ironizar o companheiro de classe ou colega de trabalho no dia seguinte a vitória do seu time sobre o maior rival. Os tempos são outros e, em determinados estados, não é possível mais tê-los com a fórmula de outras épocas.
No caso dos estados em que as equipes têm sonhos mais ambiciosos, os Estaduais representam ótima oportunidade para ajustar ainda mais o time.
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A PERSEVERANÇA MERECE ELOGIOS
Entre os jogadores promissores que o futebol brasileiro apresentou na segunda parte dos anos 90, o Pedrinho apareceu como um dos primeiros nomes da lista. Naquele Vasco da Gama que venceu o Campeonato Brasileiro de 97, ele foi um dos melhores. formou uma dupla pelo lado esquerdo com o Felipe que garantiu muitas vitórias para o time. Pois quando estava no auge o joelho do Pedrinho encontrou o bico de uma chuteira e tudo se transformou. Para pior.
Daquele carrinho; daquela queda; daquele grito; daquela saída de campo deitado na maca; daquela mesa de cirurgia e daquela fisioterapia saiu um outro Pedrinho. Absolutamente divorciado do jogador que frequentou os rascunhos de Vanderlei Luxemburgo, à época técnico da Seleção Brasileira, para ser convocado.
Não desaprendeu a jogar futebol, não perdeu a coragem de botar o pé na bola dividida e tampouco perdeu o amor pelo futebol, mas era um outro atleta. Passou a ser um profissional atormentado por contusões. A maioria sem relação com a delicada cirurgia no joelho. Sempre que teve contuinuidade, o Pedrinho justificou a sua contratação.
Teve a coragem de assumir uma depressão _ coisa que o mundo de futebol não tem coragem de assumir _ e jamais desistiu. Ao vê-lo dando voltas em torno do campo de treinamento do Santos; ao saber que o Vanderlei Luxemburgo _ aquele que 10 anos atrás quase o convocou _, eu penso que a carreira do Pedrinho ainda não acabou. Por mais que a dor persista, o Departamento Médico seja um local a não perder de vista, o Pedrinho continua a tentar. A oportunidade no Santos não pode ser considerada a última, mas tem um significado especial: é um clube cada vez mais estruturado e o técnico saberá como utilizá-lo.
Sei que o Pedrinho pensa na regularidade e sonha com uma temporada em que mais assinará a súmula do que pedalará. Pode ser que na Vila Belmiro _ acredito em energia favorável _, o caminho talvez seja mais tranquilo. Se depender do jogador e do técnico, o fim da história será feliz.
CAMPEONATOS ESTADUAIS
Aos poucos, a bola rola oficialmente no futebol brasileiro. Sou favorável aos Campeonatos Estaduais. Acabá-los significa também acabar com a segunda-feira. Nada melhor do que ironizar o companheiro de classe ou colega de trabalho no dia seguinte a vitória do seu time sobre o maior rival. Os tempos são outros e, em determinados estados, não é possível mais tê-los com a fórmula de outras épocas.
No caso dos estados em que as equipes têm sonhos mais ambiciosos, os Estaduais representam ótima oportunidade para ajustar ainda mais o time.
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PRESENTE INDEFINIDO
São dois jovens que não conheceram os Beatles e nem os Rolling Stones _ preferem o pagode _ e vivem uma realidade completamente diferente nestes dias de muita negociação e pouca definição. O Nilmar, do Corinthians (?), e o Dagoberto, do Atlético Paranaense (?), embora a bola ainda não tenha rolado, são personagens constantes do noticiário.
O que chama a atenção é que não se tornaram sócios-honorários das páginas por conta dos gols, caso do Nilmar, e jogadas brilhantes, situação do Dagoberto, criadas. Nem tampouco por terem desempenho espetacular em um treinamento. A nuvem da confusão acompanha cada passo destes dois jogadores. Não por se esbaldarem na noite, estarem acima do peso ou frequentarem as revistas de fofoca cada hora com uma beldade diferente. Parecem comportados, dóceis e divorciados da rebeldia ou contestação _ comportamento mais do que comum as recentes gerações do futebol brasileiro.
Por trás do talentoso Nilmar e do talentoso Dagoberto existe um batalhão. Um grupo formado por pessoas cada vez mais interessadas em defender os direitos desses jogadores. São advogados e procuradores que duelam com as intenções dos dirigentes dos clubes. Falam pelos jogadores, pensam pelos jogadores e sabem o que é melhor para cada um deles. Quem sou para dizer a alguém faça isso ou aquilo, mas o estranhamento é mais por conta do silêncio desses dois jovens. Sei que a estratégia é essa e que as pessoas estão ali para defendê-los dos manipuladores e maldosos que habitam o mundo do futebol.
Mas é comportamento que me causa espanto. Na noite de quinta-feira, após a chegada dos seus representantes, o Nilmar deixou a concentração do Corinthians. A pergunta é inevitável: será que ele concorda com a situação? Parece que sim, mas tenho cá minhas dúvidas.
Não creio que a perspectiva de ficar longe dos campos seja idéia confortável para quem tem fortes possibilidades de ser convocado para a Seleção Brasileira. Desde que esteja em campo.
O mesmo raciocínio se aplica ao Dagoberto. Vejo mais discussões sobre o seu destino do que observações a respeito do desempenho. Há tempos o futuro do Dagoberto se transformou em algo mais importante do que qualquer passe, lançamento ou arrancada, que sabe fazer muito bem.
Gostaria muito _ e talvez seja um sonho de um verão ainda tímido _ que ambos tivessesm outro comportamento. Não prego a insubordinação aos que cuidam de suas carreiras, com zelo e dedicação, mas eles poderiam jogar no lixo a idéia de que são marionetes. Foi para isso que a Lei do Passe acabou.
OITENTA DO DEZ
Neste domingo, o "Poeta do Esporte", Armando Nogueira, que desfila talento na prosa e no verso do jornalismo, faz 80 anos. É um mestre não apenas na arte de empregar a palavra certa no lugar certo. Homem que só valoriza a língua portuguesa _ às vezes tão violentada. Feliz Aniversário a quem fez, ainda em Xapuri, no Acre, onde nasceu, um pacto com a elegância. Em todos os sentidos. É fidalgo, cortês, gentil, preocupado e amigo. Um mestre. Feliz Anviersário!!!
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GOSTO SE DISCUTE
O título desta coluna contraria o ditado popular e me parece muito mais próximo da verdade. Não sou chegado a comparações _ também na música, no cinema e nas artes plásticas _ e tampouco gosto de fazer previsões. Mas estas linhas hoje serão escritas para homenagear um dos maiores atacantes que eu vi _ melhor do que muita gente boa que anda por ai e tem badalação excessiva. Alguém capaz de fazer dentro do campo a alegria de muitos _ até dos que não torciam pelo time em que atuou _ e irritar um governo que fez da truculência e do obscurantismo a sua marca: Reinaldo, o Rei do Atlético Mineiro; o Rei de quem sempre admirou o jogo bem jogado; o Rei que será eterno nos corações e mentes dos sensíveis, como o degas que vos escreve; o Rei do punho fechado _ mesmo gesto dos atletas negros americanos nos Jogos do México, em 68 _ no instante em que marcava um gol.
Nesta data querida, o Reinaldo faz 50 anos. Meio século de uma vida muito bem vivida, com tudo o que o cardápio da vida bem vivida oferece. Subidas e descidas; rasos e fundos; luzes e sombras; ocasos e descasos; fama e adulação. Pois, o Reinaldo passou por tudo isso. Saiu com as marcas que cada uma das situações causou e hoje caminha pelas ruas com a cabeça erguida e muita história para contar.
Enquanto jogou, ele foi o maior e é um dos maiores até hoje. Não vi ninguém com tamanha capacidade para resolver uma situação dentro da área. Era capaz de no menor espaço fazer a grande jogada. Silenciou um Maracanã lotado _ após tantas cirurgias intermináveis _ de rubro-negros. E olhem que é uma das torcidas mais difíceis de adotarem o silêncio como postura.
Pelo que jogou, o Reinaldo merecia ter conseguido muito mais. Só que existiam maldosos _ são piores do que a pedra do poema de Carlos Drumond de Andrade _ no meio do caminho. O botinudo é pessoa de poucos recursos e vocabulário pobre. Geralmente o dicionário não tem mais do que uma folha. Muitos destes botinudos, por inveja e incapacidade, acreditavam que só era possível contê-lo na base da pancada. Era um tempo em que a medicina esportiva não tinha os recursos de hoje e o Reinaldo, ainda adolescente, já era um atleta com limitações físicas.
Tivesse o corpo inteiro e não prejudicado pela violência e a eterna complacência de árbitros sem pulso _ tal e qual acontece nos dias de hoje _ e o Reinaldo teria conseguido muito mais. Aliás, ao pensar sobre a carreira do Rei eu vejo que ele foi um homem incompatibilizado com o tempo em que viveu. Nos dias de hoje, o futebol europeu teria valorizado aqueles pés com remuneração à altura e muito provavelmente a carreira não terminaria de forma tão precoce.
Não sou um saudosista _ meio caminho para a amargura _, mas tenho muitas lembranças. Uma delas é o Reinaldo. Boa lembrança. No fim do ano passado, eu o revi na imperdível série "Jogos Para Sempre", exibida pelo SporTV, e fiquei emocionado com o seu depoimento sobre o jogo Flamengo x Atlético Mineiro.
Palavras de craque. Craque mesmo! Não de ocasião, não de marqueting. Um craque daqueles que dá uma saudade danada. Parabéns a quem sempre fez o bem e muitas vezes foi vítima do mal. No confronto, ele é vencedor. Feliz aniversário!
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A VIDA NÃO É SÓ O PRESENTE
Está na página principal deste site que o Al-Ittihad quer tirar o Ronaldo do Real Madri. Há algum tempo, o atacante que já teve o apelido (Fenômeno) usado no lugar do nome não faz boas temporadas. A última grande jornada _ daquelas de justificar a alcunha, a compra da chuteira R9 ou da cabeça raspada _ foi em 2002. Culminou com o título da Copa do Mundo na "ponte-aérea" Japão-Coreía e vale sempre a pena lembrar do auxilío mais do que luxuoso do Rivaldo.
Voltemos ao Ronaldo. O fato de não ter atuações compatíveis com a sua capacidade merece críticas, mas não se pode tratá-lo como um qualquer ou até um ex-jogador de futebol em atividade. Não é apenas o Ronaldo que está mal no Real Madrid. Há tempos, o time não passa por boa fase e a sequência de insucessos apenas comprova que o problema não é de comando. Do Vanderlei Luxemburgo ao Fabio Capello parece impossível dar um jeito no time.
Que o Ronaldo está mal nem é necessário gastar linhas. Mas entre a constatação e a condenação existe uma distância considerável. É sempre bom lembrar da história do Ronaldo _ um craque com currículo e história, ao contrário dos que vagam por aí e são definidos da mesma forma. Quem se der ao trabalho, especialmente em momento tão vulnerável, perceberá que Ronaldo é, antes de tudo, um forte, qual o sertanejo descrito por Euclides da Cunha. Poucos _ alguns aproveitam a situação atual para deitar falação contra o atacante _ acreditavam na recuperação. Pois o talento que sempre mostrou em campo, Ronaldo substituiu pela obstinação do lado de fora. Virou um sujeito obsessivo com a compulsão para o exercício. Ele mostrou que determinação não é apenas característica dos sem talento. O resultado apareceu na conquista do Mundial.
De lá para cá, a carreira teve mais tropeços do que uma caminhada em linha reta. Alguns fora do campo, o que só interessa ao jogador _ desde que não afetem o seu desempenho. O grande problema de Ronaldo _ e não é de hoje _ é a impressão de que a cota de sacrifícios se esgotou na busca pela participação na Copa.
Evidente que ele ainda quer jogar, ser artilheiro, ganhar títulos e até voltar a vestir a camisa da Seleção Brasileira. Mas para se reencontrar com esta situação, ele precisará abrir mão de uma série de desejos incompatíveis com o atleta de ponta.
Não tenho a menor dúvida de que só o Ronaldo pode determinar a volta do próprio à Seleção Brasileria; só o Ronaldo pode ser personagem dos programas domincais; só o Ronaldo poderá desfilar no Fashion Week sem camisa. Mas para isso, ele terá que dizer muito prazer a um outro Ronaldo: aquele que antes da Copa de 2002 mais se empenhava na busca pela recuperação.
Enquanto este reencontro não acontecer, a fase será dessa para pior. Mas, por favor, não deixem de respeitá-lo.
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DE SANTOS E FLAMENGO

Sou desconfiado por natureza. Não consigo acreditar que o Santos ficará apenas nestas contratações para a temporada. O esclarecimento faz-se necessário: entendo que é muito difícil trazer um jogador de porte para qualquer time e acredito que no futebol brasileiro de hoje em dia, o conjunto tem fundamental importância. Vejam o caso do São Paulo, do Internacional e do Grêmio.
Em nenhum destes times, o craque estava presente. Valeram o conjunto e a capacidade de doação de cada um, além da crença de todos no que diziam o Muricy Ramalho, o Abel Braga e o Mano Menezes. Vejo o Santos caminhando nesta direção. O silêncio do Vanderlei Luxemburgo, embora pouco comum _ o silêncio envenena _ é, na medida do possível, esclarecedor de que alguma coisa vai acontecer com esta equipe.
Há tempos, precisamente depois da volta ao país, o Vanderlei já percebeu que no Brasil a força do conjunto é maior do que qualquer outra coisa. Repetiu esta observação ao longo de todo o Campeonato Brasileiro. Não sei quanto tempo ele levará para transformar este grupo nota seis num time com cotação maior no mercado. Mas fica claro que o trabalho será longo e meticuloso, como gosta o Vanderlei Luxemburgo.
Ao contratar o Roni, a diretoria do Flamengo contraria aquele ditado de que "a voz do povo é a voz de Deus". Fosse acreditar nos gritos e cantos da torcida _ "Obina é melhor do que Eto'o" _ e não traria ninguém para fazer sombra ao Obina. Dá mostras de que o atacante, responsável pelo maior hit das arquibancadas na temporada passada, é um bom jogador, mas sem talento suficiente para ser o condutor de um time.
Há tempos o Flamengo sonhava com esta volta à Libertadores. Para que aconteça com êxito não dá para ser refém do que diz a arquibancada. O mundo está cheio de exemplos de que "a voz do povo não é a voz de Deus".
BOLA FORA
No blog anterior, o degas escreveu que Carlos Alberto, a futura contratação do Fluminense, está com 220.........anos. Se chegar a esta idade com as expectativas que ainda cria, o Pelé e o Garrincha finalmente terão um sucessor. A idade correta é 22 anos e a matada de canela do responsável por este blog tenta se redimir com a correção.
Abraços
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CONTRATAÇÃO DE IMPACTO
Por conta de muitos anos nesta vida no mundo da bola, o Branco, coordenador de futebol do Fluminense, não cola no poste o nome do Carlos Alberto como mais um reforço do clube para o time de futebol. Dá a impressão de ser apenas uma questão de tempo e, concretizada, não há dúvida de que será a mais impactante da temporada.
Vejo aqui e ali o entusiasmo do torcedor tricolor por conta do investimento que o Fluminense faz para formar um grupo forte e, quem sabe, ter uma equipe competitiva. Mas vejo como exagerada a definição de que o Carlos Alberto é um craque ou a sensação de que com a sua chegada o time ficará imbatível. Sei que muita gente não concordará com o meu ponto de vista, mas creio que, de uns tempos para cá, o emprego de algumas palavras foi banalizado. Todo mundo é amigo, todo mundo é parceiro, chute de longe é sempre golaço e jogador que faz um gol, deixando dois adversários para trás, vira craque.
Entendo que não se deve ter esta leitura. Aos 220 anos, o Carlos Alberto tem uma bagagem intensa, com passagens pelo Fluminense, Porto (onde foi campeão europeu e mundial), Corinthians (onde foi campeão brasileiro), mas precisa fazer um pacto com a regularidade. É jogador lutador, determinado, incapaz de se omitir em uma partida. Mas as vezes exagera na violência e nem sempre consegue ter uma temporada regular.
Acertada a vinda para o Fluminense, ele tem tudo para transformar o negócio numa temporada favorável que possa até fazê-lo sonhar com a Seleção Brasileira. Vai depender da sua vontade e do seu desempenho.
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CONTRATAÇÃO DE IMPACTO
Por conta de muitos anos nesta vida no mundo da bola, o Branco, coordenador de futebol do Fluminense, não cola no poste o nome do Carlos Alberto como mais um reforço do clube para o time de futebol. Dá a impressão de ser apenas uma questão de tempo e, concretizada, não há dúvida de que será a mais impactante da temporada.
Vejo aqui e ali o entusiasmo do torcedor tricolor por conta do investimento que o Fluminense faz para formar um grupo forte e, quem sabe, ter uma equipe competitiva. Mas vejo como exagerada a definição de que o Carlos Alberto é um craque ou a sensação de que com a sua chegada o time ficará imbatível. Sei que muita gente não concordará com o meu ponto de vista, mas creio que, de uns tempos para cá, o emprego de algumas palavras foi banalizado. Todo mundo é amigo, todo mundo é parceiro, chute de longe é sempre golaço e jogador que faz um gol, deixando dois adversários para trás, vira craque.
Entendo que não se deve ter esta leitura. Aos 220 anos, o Carlos Alberto tem uma bagagem intensa, com passagens pelo Fluminense, Porto (onde foi campeão europeu e mundial), Corinthians (onde foi campeão brasileiro), mas precisa fazer um pacto com a regularidade. É jogador lutador, determinado, incapaz de se omitir em uma partida. Mas as vezes exagera na violência e nem sempre consegue ter uma temporada regular.
Acertada a vinda para o Fluminense, ele tem tudo para transformar o negócio numa temporada favorável que possa até fazê-lo sonhar com a Seleção Brasileira. Vai depender da sua vontade e do seu desempenho.
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A COPA DOS SONHOS
O futebol é um negócio e há quem se incomode com a rudeza da frase. Não como outro qualquer, na medida em que envolve a paixão este sentimento capaz de fazer a odalisca atirar fogo as vestes. Mas neste mundo cada vez mais preocupado com o saldo bancário _ seja devedor ou favorável _ o que mais importa é o dinheiro para fazer a compra do supermercado, pagar o aluguel, a prestação do carro e o fogão de seis bocas que a mãe tanto sonha.
Pois a Copa São Paulo de futebol Júnior que começa neste sábado e mapeia o futebol brasileiro coloca em campo sonhadores. São adoelscentes com responsabilidade de adultos. Garotos com poderes de chefes de família. Quando os árbitros _ também sonhadores _ derem início as partidas, o distinto público pode ter a certeza de que verá imberbes ou com rosto coberto de espinhas correndo não apenas atrás da vitória. Estarão a correr atrás do sonho de uma vida melhor, de entrar num clube e vestir a camisa de um grande do futebol verde e amarelo ou de se dirigir ao Aerporto Internacional mais próximo e viajar para algum lugar conhecido _ quem sabe França, Itália ou Inglaterra _ ou um país que seduz pela grana e intimida pelo frio, como a Ucrânia, a Eslovênia, a Romênia ou a Bulgária.
Não contesto o sonho desses meninos. A maioria pertence a uma camada da população para quem o Brasil insiste em dizer não. Há tempos. Desde o descobrimento ou da primeira carta, aquela escrita pelo Pero Vaz de Caminha. É não para a educação; para um sistema de saúde justo; para uma mesa farta e para uma vida decente.
Quando o pai, tio, irmão, padrinho ou melhor amigo descobre que aquele garoto tem habilidade com os pés, ele também enxerga a solução para todos os problemas. É este o espírito que a Copa São Paulo encerra. Ouço que é um mercado para os empresários apresentarem os jogadores que têm sob contrato. O que imaginavam? Queriam que fosse diferente? De que forma?
A Copa São Paulo é a mais completa _ e bem feita _ tradução de como anda a cabeça deste jogador em formação. Ele é a ponta de uma história que vem de longe. Ao entrar em campo, o garoto pensa nos grandes clubes do Brasil e da Europa. Acredito que ele gostaria de ficar por aqui. Motivos não faltam. O idoma, os amigos, a comida, a rua, a namorada. Mas o peso da grana que ergue e destrói coisas belas é muito maior. Não tenho dúvida de que na mente da maioria, a Europa é o melhor caminho para construir um patrimônio que só pode ser conseguido através da bola. A carreira tem prazo definido e sempre pode haver uma pedra no meio do caminho.
Por tantas histórias e tantos personagens, a Copa São Paulo de Futebol Júnior é uma competição que desperta a minha curiosidade. Ela é a cara do Brasil.
Bom fim de semana para todos
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O MERCADO DA GAROA
Não gosto de fazer previsões. O futebol brasileiro, especialmente nas últimas temporadas, mostra que é o pior caminho para se definir o comportamento deste ou daquele time. Por conta da permanente exportação de pés-de-obra, o futebol aqui jogado está repleto de bons jogadores, lotado de ruins e é formado por alguns muito bons jogadores.
Faço esta introdução para desembarcar em São Paulo. Quem olha para o Corinthians, por exemplo, fica com o pé atrás. Há acentuada diferença entre o elenco formado em 2005, no primeiro semestre de 2006 e agora para este novo ano. Não tenho a menor idéia do que pode acontecer, mas acredito que o mais importante será manter os jogadores alheios aos problemas que poluem o ar que se respira no clube.
Tenho grande expectativa em relação ao Palmeiras. A oportunidade que o Caio Júnior tem é daquelas raras. Uma coisa é fazer sucesso no Paraná e outra, completamente diferente, é trilhar o mesmo caminho no Palmeiras. É possível, como técnico do Paraná, perder para o time reserva do Flamengo, em casa, e nada acontecer no dia seguinte. Mas no Palmeiras, a situação é completamente diferente. Derrota com estes ingredientes é sinônimo de crise.
O São Paulo é uma máquina azeitada e há tempos deve pensar no substituto do Mineiro. Não um jogador com as mesmas características, o que é raro na posição, mas alguém que possa manter o jeito de atuar da equipe. Começa a temporada, por conta da espinha dorsal mantida e dos resultados obtidos, como um dos favoritos em todas as competições que estiver.
No Santos, o silêncio do Vanderlei Luxemburgo me preocupa. Dizem que está ele e o presidente do clube, Marcelo Teixeira, têm visões diferentes para assuntos importantes. A ser verdade não creio ser o melhor dos caminhos. A sintonia entre quem manda (o presidente) e quem obedece (o técnico) é fundamental para o bom andamento do trabalho. Evidente que o Santos precisa de reforços. Há carência em posições importantes e o time alimenta o sonho da Libertadores.
ELA É CARIOCA
A contratação do argentino Conca pode resolver um problema antigo do Vasco da Gama: a falta de equilíbrio do meio-de-campo. Sempre existiu a velocidade do Morais, mas faltou alguém para fazer o time atuar de outra forma. Seria o Ramon, mas aquele jogador do Campeonato Brasileiro de 97, conquistado pelo mesmo Vasco da Gama, há tempos deixou de entrar em campo com frequência. O argentino é jogador de poucos e efetivos toques. Quanto a volta do Romário creio ser perda de tempo criticar o atacante pela obsessão em marcar mil gos e a diretoria do clube por estender tapete vermelho para o atacante. Ambos, jogador e presidente do clube, sempre se caracterizaram por agirem sem muita consulta aos outros.
Enquanto isso, o Botafogo mostra que a sintonia pode ser uma arma para este ano. A cada ano, o Botafogo dá um passo para a frente. Pode não ser com a velocidade que a sua torcida gostaria, mas é sempre bom lembrar que a terra obtida pelo presidente Bebeto de Freitas era improdutiva. Só os míopes não percebem que o clube se solidifica. E clube forte será sempre sinônimo de time forte.
Assim deveria pensar o Flamengo. Não adianta formar um grupo teoricamente forte ou pensar em estrelas sem ter uma estrutura por trás. O atraso do atacante Obina na reapresentação é sintomático de como o clube ainda não sabe se impor. Além disso, agora há pouco, no programa Redação SporTV, o João Henrique Areas, procurador do Sávio, deu a entender que a hipótese de o Sávio voltar para o futebol espanhol, precisamente para o Real Sociedad, é mais forte do que se imagina.
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E LÁ SE VAI O MINEIRO
Agora é oficial. O Mineiro não jogará mais no clube. O site do clube divulgou nota com a informação e a saída do volante é um desfalque sério para o tricolor nesta temporada. Graças ao Mineiro e ao seu parceiro Josué, o conceito de que volante não precisa necessariamente saber jogar futebol foi jogado no lixo.
Por um longo e intolerável tempo, o conceito de que não era preciso a quem usasse a camisa número cinco e _ sacrilégio maior _ a oito também precisava saber jogar futebol. O que importava era se o sujeito tinha especialidade no carrinho, na canela alheia e jogava como ninguém _ deitado.
A projeção que o Mineiro ganhou mostrou o contrário. Simplesmente ele mostrou que era possível ter vida inteligente em que usava a camisa cinco. Lembro que quando foi convocado pelo Emerson Leão para a Seleção Brasileira o Mineiro foi motivo de chacota por muitos, especialmente alguns especialistas. Atribuo mais ao desconehcimento do que ao fato de conhecerem o futebol do Mineiro.
Nesta trajetória, que teve o Rio Branco, de Americana, Ponte Preta, São Caetano e São Paulo o último foi o ponto alto da carreira do Mineiro. Não considero-o um craque, mas é jogador _ assim como o Josué _ com vaga de titular assegurada em todos os clubes brasileiros. Nos que estão arrumados e nos desarrumados. O mesmo se aplica ao Josué.
Com a saída do Mineiro, o São Paulo tem uma perda difícil de ser compensada. Sorte do tricolor que o Josué permanece e tam bém que a saída não pega ninguém no Morumbi de supresa.
Espero que a ida do Mineiro para a Europa não o tire do foco do Dunga. Tem hoje vaga garantida entre os titulares da Seleção Brasileira para a Copa América e as eliminatórias.
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NOVAS EXPECTATIVAS
Feliz Ano Novo para todos. Depois de uma parada este blog retorna com a expectativa em alta para o ano da graça de 2007. Não apenas pelos Jogos Pan-Americanos, em julho no Rio de Janeiro, o esporte cria uma expectativa muito maior do que se poderia pensar. O movimento no mercado mostra que os clubes do Rio de Janeiro, por exemplo, não querem repetir a irregularidade do ano passado, especialmente o Fluminense.
Dos quatro grandes clubes, o tricolor, a exemplo do que aconteceu em temporadas anteriores, monta um grupo que deixa o torcedor ansioso. Muitos dos jogadores contratados _ Cícero e Soares, que disputaram o Brasileiro pelo Figueirense _ tiveram ótimas temporadas e agora terão um teste para valer com a camisa do tricolor.
Há uma diferença imensa entre um bom grupo e um bom time. As vezes _ quase sempre _ é possível formar um grupo forte, mas que necessariamente não será um time encorpado. Este é um dos desafios do técnico Paulo Cesar Gusmão. Houve uma época em que ele era um técnico promissor. Por conta de atitudes condenáveis e uma exagerada preocupação em atrair para is os méritos de resultados favoráveis, o PC Gusmão deixou de ser promissor mas não se confirmou como um grande técnico.
Se o trabalho no Fluminense for bem conduzido, o PC Gusmão poderá, enfim, mostrar se é um técnico que entrou no mercado para se consagrar ou será apenas um coadjuvante. Só não consigo entender a inclinação do Fluminense para trazer o Felipe. Ninguém o acompanhou na temporada no Qatar e tampouco sabe se está bem ou mal de cabeça _ os pés pouco desafinaram. Mas não me parece um jogador com estilo adequado para o futebol praticado pelos times competitivos do Brasil. Quem viu o Internacional, o São Paulo e o Grêmio _ só para citar alguns _ percebeu que a velocidade é fundamental. E impor velocidade ao jogo não é uma das características do Felipe.
O Botafogo praticamente manteve o grupo e as perdas não deverão pesar no comportamento do time. O mesmo se aplica ao Flamengo e ao Vasco da Gama.
Este blog retorna para falar das equipes dos outros estados.
Feliz Ano Novo
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