SporTV
Jornalista há 29 anos, Paulo Cesar Vasconcellos começou sua carreira na Luta Democrática, no Rio de Janeiro, Depois, ele trabalhou na Rádio Nacional, Última Hora, O Globo, Jornal do Brasil, onde foi repórter e editor de esportes, TV Globo, ESPN Brasil e atualmente é chefe de redação e comentarista do canal SporTV. Cobriu sua primeira Copa do Mundo em 1982, na Espanha, e depois fez a cobertura da realizada no México, em 86; da França, em 98; e da Alemanha, em 2002. Jornalista esportivo há duas décadas, Paulo Cesar Vasconcellos já realizou a cobertura de Jogos Olímpicos, Pan-Americanos, Mundiais e Pré-Olímpicos. Tem pelo esporte, especialmente o futebol, muita paixão. Este blog abordará não apenas o futebol, mas a paixão que o esporte desperta. “A vida se repete num campo, numa quadra, num tatame e numa piscina”, diz ele. pcvasconcellos@globo.com
PCVasconcellos
A REAÇÃO DO TRICOLOR
Amigos blogueiros, bom dia. Nada melhor para o Fluminense do que uma vitória amanhã sobre o Grêmio para espantar de vez a ameaça do rebaixamento. Antes que os torcedores gremistas insinuem que estou a torcer pelo tricolor do Rio de Janeiro, a explicação faz-se necessária: há pelo menos três jogos o Fluminense tem atuado bem e perdido ou empatado os seus jogos, como aconteceu diante do Juventude, domingo em Caxias do Sul.
A importância de uma vitória nesta quinta-feira _ considero o Grêmio favorito _ terá vários significados. O maior a possibilidade de significar o reencontro com uma boa fase perdida. Evidente que a diretoria do clube teve expressiva contribuição para o mau desempenho do time ao longo deste Campeonato Brasileiro. Ao demitir o Oswaldo de Oliveira, quando a equipe ocupava a sexta posição, os responsáveis pelo futebol deram um tiro no pé. Esclareço que não sou a favor e nem contra a demissão dos treinadores. Há casos em que a decisão é mais do que acertada _ o Corinthians foi campeão ano passado com três técnicos _ e outras em que wela não funciona.
Faltou aos dirigentes do tricolor carioca o que sempre sobrou nos gremistas: bom senso. Enquanto o Fluminense trocou de técnico como se fosse uma camiseta, o Grêmio sempre apostou no Mano Meneses. Nas chuvas, trovoadas e calmarias. O resultado é que o Grêmio está com vaga assegurada para a Libertadores de 2007 e tem escassas chances de brigar pelo título. Já o Fluminense é atormentado pelo rebaixamento - NÃO VAI CAIR! _ e até uma vaga para a Copa Sul-Americana está difícil.
LINCHAMENTO
O companheiro Mílton Leite tem toda a razão quando pondera sobre o linchamento a que o técnico Emerson Leão tem sido submetido. Pelo que conheço dele, as críticas em nada o preocupam ma seria conveninente que as pessoas não rompessem com a serenidade. Não é um técnico de quinta, como muitos insinuam, e tem os defeitos que a maioria dos habitantes do Planeta Terra possui: é vaidoso; é arrogante; é prepotente e é.......competente.
Quem observa o Corinthians percebe um time arrumado, formado por jogadores assustados com a má fase, que tenta compensar os temores com muita vontade. Evidente que há o dedo do técnico. Percebo uma tendência de se atribuir ao Leão a responsabilidade por tudo de ruim que acontece aqui e ali. Até em situações para as quais não contribuiu, o técnico paga a conta. É o caso da saída do Tevez. Quem prestou atenção na entrevista do atacante argentino, concedida dois meses atrás, sobre os motivos que levaram-no a deixar o Corinthians leu que a decisão foi tomada logo após o jogo entre Corinthians e Atlético Paranaense. O treinador era o Geninho. Mas parece que isso não interessa.
O melhor exercício é bater no Leão. Tenha ele responsabilidade ou não. Cá neste blog, ele será criticado e elogiado. Sem preconceitos.
FURACÃO DE VENTO EM POPA
É hoje o dia. O Atlético Paranaense tem tudo para se classificar à próxima fase da Copa Sul-Americana. Merece. Não pode é sentar em cima da vantagem obtida no primeiro jogo, quando venceu por 2 a 1. Já mostrou do que é capaz e está com a faca, o garfo, o queijo e o prato para seguir em frente.
Abraços e bom dia para todos.
Escrito em às
Comentários:
ATLÉTICO E ATLÉTICO
Amigos blogueiros estou de volta. E não poderia deixar de observar o desempenho de dois dos muitos Atléticos _ são menos do que os Américas _ tiveram no final de semana. Pela ordem, eu começo com o Mineiro simplesmente por ter atuado no sábado. O recorde de público em partidas disputadas no Brasil (57 mil pagantes) e a categórica vitória sobre o Avaí por 4 a 1 mostram que o time de Minas Gerais está de volta à Série A. Começou a arrancada na hora certa e ganhou uma confiança que assusta os adversários.
Tal como aconteceu com o Palmeiras, o Botafogo e o Grêmio, a torcida do Atlético Mineiro criou uma relação de cumplicidade com o time. O reflexo é o comportamento dentro do campo. Bem diferente daquele Atlético que foi passou a maior parte do tempo anunciando o novo domicílio. Não surpreende a relação que o torcedor cria com o time do seu coração quando ele está em baixa. Mas só é possível mantê-la se os jogadores corresponderem. E no caso do Atlético Mineiro ela foi desenvolvida aos poucos.
Com o retorno assegurado é fundamental que a diretoria do clube saiba diferençar a Série Be da Série A. O elenco de uma não cabe na outra. Este erro foi cometido, por exemplo, pelo Botafogo no ano seguinte ao retorno. O técnico era o mesmo do Atlético Mineiro, o Levir Culpi, e o clube quase retornou à Série B.
No domingo, o Atlético Paranense demonstrou o quanto é forte e sabe ultrapassar as adversidades. Não é por acaso que o time é o único brasileiro a respirar na Copa Sul-Americana. Há tempos, o Atlético Paranaense faz parte do primeiro escalão do futebol verde e amarelo. Os resultados comprovam a tese. Quem se deu ao trabalho de atentar para os últimos jogos do time, terá a oportunidade de perceber que ele fez a alegria das agências de turismo. Estava no dia 15 de outubro em São Paulo; no dia 19 em Montevidéu e no dia 22 em Fortaleza. Milhagem para deixar muita gente morrendo de inveja. Pois nestes três jogos disputados fora de casa, diante de adversários impulsionados pela torcida local e pelo desespero, o Atlético Parananese somou sete em nove pontos disputados.
Mostrou que aprendeu a não cair naqueles clichês _ tão alimentados pela mídia _ sobre cansaço, calendário e outros argumentos mais adequados para os derrotados.
Nesta quarta-feira, o Atlético Paranense recebe o Nacional e tem tudo para seguir adiante na Sul-Americana. Enquanto outros clubes brasileiros _ por incompetência ou limitação _ não foram adiante, o CAP avisa ao distinto público que há tempos chegou para ficar.
E o Atlético mineiro voltou. Para ficar.
Um bom dia para vocês.
Escrito em às
Comentários:
O QUE A RODADA DEIXA NA MEMÓRIA
Amigos blogueiros: bom dia. O melhor do partida entre Grêmio e São Paulo foram as jogadas do Sousa. Por duas vezes, ele msotrou que o futebol brasileiro, quanto mais exporta pé-de-obra, tem sempre alguém capaz de protagonizar um lance daqueles de justificar o preço do ingresso. Lamentei que nenhuma das jogadas tivesse terminado em gol e não pensem os gremistas que estava a torcer para o tricolor paulista. Sou um apreciador do bom futebol e os lances criados pelo Sousa entram para a antologia da competição.
Aliás, o Sousa merece uma observação mais detalhada. Com a mudança tática do São Paulo _ abriu mão do 3-5-2 e passou a ter o 4-4-2 como opção _ fez sugir um Sousa com ares de meia-armador. Os mais jovens não devem saber muito bem o que faz um jogador nesta função. Mas quem acompanha futebol há décadas teve sempre pelo jogador com estas características especial apreço. O Sousa talvez seja no futebol brasileiro atual o jogador que mais bem traduz o que é um meia-armador.
Saio dou Sousa, que precisa fazer um pacto com a regularidade, e olho para o Grêmio. Tem a equipe treinada pelo Mano Meneses uma característica que praticamente desapareceu de outros times: chuta a gol com incrível frequência. Não há no tricolor gaúcho jogador que tema mandar a bola para o gol. É claro que treinam diariamente. Tivessem as outras equipes o mesmo comportamento e o desempenho poderia ser mais eficiente.
Pacaembu
Noves fora o desinteresse do Cruzeiro, a vitória do Corinthians mostrou um time arrumado e próximo daquele que perdeu para o Santos. Naquela partida, a grande diferença foi que o adversário não estava tão apático. Desta vez, o Corinthians encontrou um rival alheio ao que acontecia dentro do campo e com a nítida impressão de que não vê a hora do campeonato terminar. Fiquei assustado com o comportamento do Cruzeiro. Parecia um time a passeio dentro do campeonato.
Pelo lado corintiano, o temor de alguns jogadores em decidir compromete o rendimento. Precipitadamente incensado numa época, o centroavante Rafael Moura é a mais completa tradução dos temores corintianos. Entre tentar decidir e se eximir da responsabilidade, ele, por conta da insegurança, opta pela segunda. Típico caso de quem não esperava viver durante tanto tempo numa situação tensa e sem perspectiva. A vitória alivia o ambiente. Pelo menos até quarta-feira.
Escrito em às
Comentários:
O ADEUS DO ELBER
Olá amigos blogueiros. Há vários motivos para que o Pacaembu fique lotado no fim da tarde deste domingo, quando o Corinthians enfrentará o Cruzeiro. A campanha da equipe paulista talvez seja o principal. Afinal, o momento é de absoluto desespero e uma parceria entre a rapaziada que dá expediente dentro do campo e a turma do bem das arquibancadas pode ajudar muito para o fim do namoro _ já deixou de ser flerte _ com o rebaixamento.
É cada vez mais difícil o torcedor comparecer a um estádio simplesmente para assistir ao jogo. Foi-se o tempo em que o camarada saia de casa e comprava seu ingresso para ver o ídolo ou uma equipe que mais o atraísse. Nascido no Rio de Janeiro, eu sempre tive o maior prazer em comparecer ao Maracanã para ver o Santos atuar. Era um presente de fim de semana.
Pois neste fim de tarde no Pacaembu, o torcedor que não tem com o futebol apenas uma relação de paixão no sentido de só acompanhar o clube pelo qual torce poderia comparecer ao estádio e acompanhar os últimos momentos do Élber, atacante do Cruzeiro, que esta semana colou em todos os postes o comunicado da aposentadoria.
Sai do futebol como entrou: discretamente. Não foi jogador que tenha mexido com o imaginário do torcedor brasileiro. Ainda imberbe, ele trocou o Brasil pela Europa. Lá sofreu, sentiu saudades, teve banzo e.......venceu. Desenhou, construiu e pavimentou sólida carreira. Fez fama e fortuna na mesma proporção.
Voltou para o Brasil no começo desta temporada e deixou no velho continente saudades e respeito. Tanto que uma rede de tevê da Alemanha _ é um ídolo por lá _ convidou-o para comentar os jogos da Seleção treinada pelo Jurgen Klinsmann.
Centroavante dos bons, em país que tem oferta de pé-de-obra, o Élber talvez pudesse ter vestido mais vezes a camisa da Seleção Brasileira. Não é motivo para lamento. A carreira dele é um exemplo para essa moçada que bate de frente com um aqui, sente saudades do feijão ali e não tem muito prazer em cumprir o que está escrito. Vai embora o atacante, mas fica o exemplo do homem.
Escrito em às
Comentários:
O CRESCIMENTO DE UM TIME
Bom dia amigos blogueiros! Nos anos 90, os técnicos de futebol ganharam espaço considerável dentro do futebol. Com o devido apoio da mídia, eles se transformaram em super-heróis. Qualquer resultado inesperado ou uma reação espetacular eram atribuídos ao dedo do técnicos. De uma hora para a outra, eles tinham mais poderes do que o pajé, o bispo, o pastor e o mago Merlim. Logo no futebol que sempre pautou suas conquistas pelo talento dos jogadores, a figura à beira do campo passou a ter mais importância. Em muitos casos, os que vestiam uniforme se transformaram em coadjuvantes.
Sempre fui meio reticente a esta exagerada badalação. Não há como atribuir vitórias ou derrotas apenas a esta figura. Mas há casos e casos. E o Grêmio se encaixa neste outro ponto. Quando o Campeonato Brasileiro começou, o time, recém-chegado da Série B, oscilou e deixou o técnico Mano Meneses preocupado. Aos poucos, com os devidos reforços, a equipe se acertou e agora briga pelo título _ com remotas possibilidades _ e já tem assegurada a presença na Libertadores de 2007.
Não dá para dissociar a boa campanha do Grêmio ao trabalho que o Mano Meneses tem feito. Está ali um caso típico de elenco que acredita em tudo o que o técnico diz. Esporte sem muitos mistérios _ o que é inexplicável é inexplicável _, o futebol valoriza os simples. E o Mano parece ser exatamente este tipo de profissional.
Quinze minutos de prosa com o treinador e fica claro que não se está diante de um cientista da bola. Não é chegado ao discurso rebuscado, tampouco procura se valorizar. Fez de um elenco com as devidas limitações, um time vencedor. Com personalidade. Capaz de sair-se bem em qualquer estádio. Mesmo naqueles em que a torcida adversária preodomina nas arquibancadas.
Não tenho a menor idéia do que acontecerá no jogo deste domingo entre o Grêmio e o São Paulo. Ainda bem. Careço de vocação e conhecimento para fazer previsões. Mas tenho a certeza de que o Campeonato Brasileiro de 2006 já está marcado pela boa campanha do Grêmio e pelo surgimento de um técnico com discurso simples e fácil de digerir: o Mano Meneses.
Escrito em às
Comentários:
GRANDE VITÓRIA
Boa tarde doutores blogueiros. A quem não assistiu a vitória do Atlético Paranaense (2 a 1) sobre o Nacional, numa ensolarada Montevidéu, um aviso: foi mais emocionante do que dramática. O importante resultado que o Atlético Paranaense conseguiu mostrou que o time tem personalidade e não padece do desprezo que prejudicou outras equipes nesta Copa Sul-Americana _ a segunda competição mais importante do continente depois da Libertadores. Pode-se atribuir muito desta postura ao comportamento do técnico Oswaldo Alvarez, que, ao contrário de muitos colegas de profissão, não desdenhou da Sul-Americana. Percebeu o Vadão e conseguiu passar para os seus jogadores como será importante para a história de todos uma conquista deste porte.
Já no primeiro tempo, o Atlético Paranense merecia a vitória. Apesar da insegurança do Navarro Montoya, o time mostrava mais jogo e mais bola. Como futebol e justiça se detestam _ e cá pra nós, ainda bem _, o Atlético levou o primeiro gol, marcado pelo Diego Alonso, mas não desanimou. As substituições feitas pelo Oswaldo Alvarez deram certo e o Pedro Odoni, um dos que entraram, empatou a partida.
O gol deixou atordoado o Nacional. Não acreditavam na capacidade de reação do Atlético e ela se materializou com um drible de Marcos Aurélio em Caballero, que cometeu o pênalti. Aos 43 minutos do segundo tempo e com um a menos _ Válber foi merecidamente expulso _, Marcos Aurélio cobrou e deu uma enorme vantagem para o Atlético Paranaense. Agora é só saber administrar o resultado no próximo jogo. A primeira parte foi muito bem feita.
Escrito em às
Comentários:
O EDMUNDO NÃO QUIS ERRAR
Bom dia, amigos blogueiros. Fui dormir incomodado com uma questão e quero compartilhá-la com vocês. Vamos lá: ao contrário do que muita gente boa insinua e outras acreditam, o Edmundo não perdeu o pênalti contra o Vasco intencionalmente. Lembram do amor que o atacante tem pelo clube de São Januário, mas esquecem que na final daquele Mundial de Clubes contra o Corinthians, o Vasco perdeu um pênalti na final cobrado exatamente pelo......................Edmundo. Ninguém mais do que o Edmundo quer fazer um, dois, três gols contra o Vasco. Só que a exagerada vontade de acertar muitas vezes é o caminho mais curto para o erro.
No jogo desta quarta-feira, o Palmeiras que tem no Edmundo o seu principal jogador foi inteiramente dominado pelo Vasco. Há um problema grave na equipe: falta um centroavante. Alguém capaz de dar continuidade as jogadas de ataque e empurrar a bola para dentro do gol. Bem diferente do Vasco da Gama. Quem olhar com a atenção devida terá a oportunidade de observar que o clube mais acertou do que errou nas suas contratações e o reflexo se manifesta na campanha da equipe.
Durante algum tempo, o grande problema vascaíno estava na frente. Com a vinda do Jean e, posteriormente, a do Leandro Amaral, o time ganhou a solidez necessária para intimidar ainda mais as defesas adversárias. O Jean é um daqueles atacantes com dotes raros: o maior é a velocidade e o outro a incansável movimentação. São poucos _ quase nenhum _, os atacantes que se deslocam como ele. Ao mesmo tempo em que é elogiável neste aspecto, o Jean tem um defeito inaceitável para um jogador de futebol, especialmente atacante: não sabe chutar. É o mesmo que um médico cirurgião ter horror a sangue.
O defeito vem das divisões de base. Retrato de uma fase da vida em que ninguém está preocupado em formar o jogador e sim em apresentá-lo logo aos da categoria profissional. Apesar desta limitação, o Jean deu mais ganho ao Vasco e forma com o Leandro Amaral uma boa dupla.
Este, ao contrário do olhar preconceituoso de muitos que preferem sempre a ironia, é um bom atacante. Não teve uma carreira regular, mas sabe se colocar dentro da área e finaliza muito bem. Por estes e outros motivos, a vitória do Vasco foi merecida. Aliás, a campanha do Vasco da Gama é digna de elogios e mostra que é possível extrair o máximo dos jogadores, desde que eles acreditem no que diz o técnico. No caso do Renato Gaúcho, a crença é plena.
Um bom dia para todos vocês.
Escrito em às
Comentários:
TIRO NO PÉ
A decisão dos jogadores corintianos, anunciada no fim da tarde, de não concederem mais entrevistas erra por exagero. Desde Guetemberg tem sempre alguém a culpar a imprensa pelos males do fígado, da alma e do coração. Não é por culpa do que sai nos jornais é dito nos rádios ou exibido nas tevês que o time está em delicada situação no Campeonato Brasileiro. Culpar a turma que dá expediente no Parque São Jorge é distorcer o foco.
Não sei quem foi o mentor de desastrada idéia, mas sei que ela volta meia atormenta a cabeça de jogadores e técnicos, especialmente em momentos de crise. Aconteceu na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo, mas gente sensata conseguiu brecar a idéia.
Antes que alguém me acuse de corporativista, eu esclareço que tenho restrições ao comportamento de setores da imprensa em várias situações. Mas não é esse o caso. A péssima campanha _ alías a temporada inteira foi ruim _ não tem nada a ver com papel, vídeo ou som. Já escrevi aqui algumas vezes e disse várias vezes no SporTV que o Corinthians não será rebaixado. A tabela não é desavorável, o time, como todos dentro da competição, começará a se recuperar _ diria que o Corinthians é o Flamengo de 2005. Ano passado, o mais fundamentalista dos rubro-negros também estava na UTI. Exceto o Joel Santana e quem o contratou, o restante não acreditava na permanência na Série A.
O que muitos consideraram milagre foi apenas o resultado da motivação que acontece em clubes com a grandeza do Flamengo _ acontecerá agora com o Corinthians _ em momentos de crise.
Tenho certeza de que o Pacaembu estará lotado neste domingo para o jogo com o Cruzeiro e virá das arquibancadas o combustível necessário para a ressurreição. Bobagem romper com a imprensa. Insinua a atitude dos jogadores que os jornalistas são os responsáveis pelos desmandos e pela sucessão de erros.
Logo esse Corinthians que nos anos 80 foi exemplo de democracia e mostrou que era possível _ sempre foi e será _ combinar liberdade de expressão com sucesso.
Escrito em às
Comentários:
EXERCÍCIO DE SINCERIDADE
A entrevista do Carlos Alberto, temporariamente afastado do Corinthians, é um belo exemplo de como pensa e age a nova geração do futebol brasileiro. Por conta de um futebol globalizado, a fama e a fortuna são inversamente proporcionais ao currículo. É mais fácil ficar famoso e milionário do que conquistar títulos. Quem olhar para a carreira do Carlos Alberto verá que ele conseguiu muito _ prestígio e dinheiro _ em pouco tempo e sem necessariamente ter construído uma gorda carteira de títulos. É assim o andamento da história nos dias de hoje.]
O desembarque prematuro no mundo da badalação leva o jogador a se achar um ser invencível e acima do bem e do mal. Nada mais compreensível. Qualquer pessoa com dinheiro de sobra em tão pouco tempo, adorado por muitos e com a certeza de que pode tudo flerta, namora e casa com a arrogância.
Ao afastar o Carlos Alberto por conta do entrevero à beira do campo _ devidamente alimentado pelo temperamento explosivo do técnico _, o Emerson Leão agiu corretamente. Em qualquer atividade profissional, o confronto público entre o patrão (Leão) e o empregado (Carlos Alberto) resultaria na mesma atitude. A consequência é que precisa ser revista.
Manter o Carlos Alberto fora do time do Corinthians será punir a equipe e não ao jogador. Neste turbulento time _ o clube também o é _, o Carlos Alberto sempre foi um dos que mais lutaram pela vitória. Trata-se de jovem inquieto _ ainda bem _ franco _ que bom _ e que precisa pensar sobre determinadas atitudes.
O que mais me chamou a atenção ao longo da entrevista foi o trecho em que disse ter respondido ao Leão por conta de comentários anteriores. Indica que o entrevero começou quando ele ainda estava em campo e a reação, ao ser substituído, foi apenas uma resposta ao que ouvira enquanto jogava. Não foi a primeira vez que um jogador reagiu desta forma por ser tirado de campo, ainda no primeiro tempo, e tampouco terá sido a última.
No atual momento, o fundamental é que o Leão reveja a sua posição e conte com o Carlos Alberto para o restante do Campeonato. Já o Carlos Alberto, caso seja reintegrado, deve pensar que nem tudo o que fez estava certo. O problema é que ambos passam a impressão de estarem absolutamente convencidos de que mais acertam do que se equivocam. Assim o entendimento fica difícil.
Escrito em às
Comentários:
EXERCÍCIO DE SINCERIDADE
A entrevista do Carlos Alberto, temporariamente afastado do Corinthians, é um belo exemplo de como pensa e age a nova geração do futebol brasileiro. Por conta de um futebol globalizado, a fama e a fortuna são inversamente proporcionais ao currículo. É mais fácil ficar famoso e milionário do que conquistar títulos. Quem olhar para a carreira do Carlos Alberto verá que ele conseguiu muito _ prestígio e dinheiro _ em pouco tempo e sem necessariamente ter construído uma gorda carteira de títulos. É assim o andamento da história nos dias de hoje.]
O desembarque prematuro no mundo da badalação leva o jogador a se achar um ser invencível e acima do bem e do mal. Nada mais compreensível. Qualquer pessoa com dinheiro de sobra em tão pouco tempo, adorado por muitos e com a certeza de que pode tudo flerta, namora e casa com a arrogância.
Ao afastar o Carlos Alberto por conta do entrevero à beira do campo _ devidamente alimentado pelo temperamento explosivo do técnico _, o Emerson Leão agiu corretamente. Em qualquer atividade profissional, o confronto público entre o patrão (Leão) e o empregado (Carlos Alberto) resultaria na mesma atitude. A consequência é que precisa ser revista.
Manter o Carlos Alberto fora do time do Corinthians será punir a equipe e não ao jogador. Neste turbulento time _ o clube também o é _, o Carlos Alberto sempre foi um dos que mais lutaram pela vitória. Trata-se de jovem inquieto _ ainda bem _ franco _ que bom _ e que precisa pensar sobre determinadas atitudes.
O que mais me chamou a atenção ao longo da entrevista foi o trecho em que disse ter respondido ao Leão por conta de comentários anteriores. Indica que o entrevero começou quando ele ainda estava em campo e a reação, ao ser substituído, foi apenas uma resposta ao que ouvira enquanto jogava. Não foi a primeira vez que um jogador reagiu desta forma por ser tirado de campo, ainda no primeiro tempo, e tampouco terá sido a última.
No atual momento, o fundamental é que o Leão reveja a sua posição e conte com o Carlos Alberto para o restante do Campeonato. Já o Carlos Alberto, caso seja reintegrado, deve pensar que nem tudo o que fez estava certo. O problema é que ambos passam a impressão de estarem absolutamente convencidos de que mais acertam do que se equivocam. Assim o entendimento fica difícil.
Escrito em às
Comentários:
O DESENHO DA LIBERTADORES
A nove rodada do fim do Campeonato Brasileiro, a boa notícia é que a Libertadores de 2007 terá uma distribuição mais equilibrada na participação dos clubes brasileiros. O de maior torcida _ o Flamengo _ já garantiu assento por conta do título da Copa do Brasil e dois exemplos de organização _ São Paulo e Internacional _ também estão classificados. Acredito que o Grêmio e o Santos também a disputarão e a última vaga apressenta a disputa entre o emergente Paraná e o consolidado Vasco da Gama.
É saudável para o futebol verde e amarelo que a presença na principal competição de futebol do continente não se concentre apenas em um ou, no máximo, em dois estados. Ao ver a presença de duas equipes do Rio Grande do Sul, uma de São Paulo e outra do Rio de Janeiro não é exagero supor que a final de 2007 poderá ter novamente uma equipe brasileiro. Ou duas.
Houve uma época em que a Libertadores não estava em alta. Aos poucos, especialmente por conta da injeção financeira que injetava nos cofres dos clubes, o interesse em disputá-la aumentou. E hoje o clube que é administrado por quem pensa grande sabe o quanto ela tem de projeção.
SUBIDA DENTRO DO CAMPEONATO
Leio que alguns blogueiros cobram declaração do degas aqui sobre o início de campanha do Grêmio. Noves fora a paixão que move o torcedor _ ainda bem que ela existe _, o mais importante é observar o Grêmio do início do Campeonato Brasileiro e o atual são bem diferentes. Quem tem o cuidado de prestar atenção nas declarações do Mano Meneses _ ao torcedor não cabe este papel _ vai observar que ele faz este diagnóstico. Volta e meia lembra que os rforços obtidos pela equipe foram fundamentais para esta campanha. Evidente que o Grêmio ainda está na briga pelo título, embora com chances remotas. O mais importante é observar que o clube está a subir. Ano passado habitava a Série B e só os gremistas sabem o sufoco que foi para voltar à primeira divisão e ano que vem estará na Libertadores. Se o Mano continuar, ele sabe perfeitamente que o time atual precisará de mais reforços para fazer na Libertadores o que faz neste Brasileiro.
DESCULPAS E DESCULPAS
Tem muita gente boa que se transforma em profissional da desculpa. Faz a besteira com a coragem dos fundamentalistas e depois se veste com o hábito dos franciscanos. Entendo que o Emerson Leão poderia muito bem repensar o comentário que fez sobre o Clube de Regatas Flamengo. Depreciar a instituição é um erro. Os times passam e os clubes ficam. Não se pode olhá-los como se não tivessem história e contribuído para a grandeza do futebol brasileiro.
Seria bom para o Leão e para o respeitável público, que o respeitaria mais, admitir o exagero no comentário.
Escrito em às
Comentários:
NADA MUDOU
Os resultados deste final de semana em nada mudaram o quadro do Campeonato Brasileiro no porão. E o mesmo poderá acontecer na próxima semana, caso Ponte Preta, Corinthians e Fluminense sejam derrotados. Continuou a não acreditar no rebaixamento do tricolor carioca e no alvinegro paulista e estou absolutamente convicto de que a Ponte será um osso duro para todas as equipes que estiverem no seu caminho.
O que mais me impressionou na derrota do Corinthians não foi o placar, mas a maneira como a equipe se comportou. Existe algo naquele grupo que impede a reação. O time está em um momento dentro do Campeonato Brasileiro, no qual mais importante do que a tática é a capacidade de superação. A imagem dos jogadores sentados no banco de reservas antes de a partida começar é emblemática. Havia um desconforto e todos demonstravam que, ao contrário da música do Gilberto Gil, o pior lugar do mundo era ali e agora. Quando um elenco entrar por este caminho, a reação fica mais difícil, embora não seja impossível. Este é o atual estágio do time.
Já com o Fluminense acontece exatamente o contrário. Não percebo aquela apatia corintiana. A cada jogo, o que pode soar como paradoxal, o time evolui. O mais importante é observar que um e outro fazem campanhas abaixo de todas as expectativas criadas. Creio na permanência de ambos na Série A _ do Botafogo para baixo todos ainda correm o risco _, mas se providências não forem tomadas a próxima temporada serão tão dramática e frustrante quanto essa.
Escrito em às
Comentários:
OS VILÕES ERRADOS
A cada rodada, os catedráticos _ ofensivos e defensivos _ elegem vilões. No sábado, o pessoal da canelada inocentou o Antônio Carlos no lance que resultou sua expulsão, durante o jogo entre São Paulo x Juventude. Conderaram o árbitro Evandro Rogério Roman por ele ter........cumprido o que recomenda a regra. Ora, minha gente. A entrada do Antônio Carlos no Aluísio foi criminosa e ele já fora advertido com o cartão amarelo antes.
No domingo, o vilão da vez foi o Marinho, zagueiro do Corinthians. Responsabilizam-no pelo primeiro gol do Flamengo, marcado pelo Léo Medeiros. Alto lá! Depois da participação do Marinho, o lance ainda teve mais dois personagens envolvidos: o Marcelo Matos e o Marquinhos. Ambos, tanto quanto o Marinho, falharam e foram absolvidos no lance. Revela a condenação do Evandro Rogério Roman e do Marinho que muitas vezes as condenações acontecem pelos rótulos que são pregados em determinados personagens.
Os árbitros do futebol brasileiros estão permanentemente na berlinda. Competem _ em desvantagem _ com o olhar eletrônico e todos são implacáveis com os erros que cometem. Como se os de outras épocas não falhassem. Erram e quando acertam, como aconteceu com o senhor Roman, merecem o aplauso.
A preocupação do árbitro foi com o jogo jogado, coisa que o Antônio Carlos não se preocupou naquele lance. Em relação ao Marinho, a situação é ainda mais cruel. Há uma intolerância evidente com o futebol do zagueiro, como se ele fosse o responsável _ único, na verdade _ pelos insucessos corintianos. Aliás, a condenação do zagueiro não é de hoje. Acredito que até os gols sofridos pelo Corinthians, mesmo sem o Marinho em campo, caíram na sua conta.
Escrito em às
Comentários:
MAIOR PÚBLICO E MELHOR TIME
Os 55.243 torcedores que lotaram o Morumbi _ foi o maior público do Campeonato Brasileiro _ têm vários motivos para começarem a semana em absoluto estado de graça. Na vitória de 5 a 0 do São Paulo sobre o Juventude (gols de Danilo, Ilsinho, Leandro, Alex Silva e Aluísio), o time mostrou aquela personalidade perdida imediatamente após o vice-campeonato na Libertadores. Que não pensem o rival do São Paulo que o árbitro Evandro Rogério Roman teve influência no resultado. As expulsões do Antônio Carlos _ já fora advertido com o cartão amarelo e entrou nas canelas de Aluísio e de Lauro _ foram mais do que justas.
É bom que a moçada saiba que o jogador não pode ser imprudente nas entradas sobre o adversário. O único equívoco de Roman foi o de ñão ter advertido Aluísio no lance com um amarelo.
A partir das justas expulsões, o caminho do São Paulo para a goleada foi asfaltado e ficou sem pedágio. Os gols saíram naturalmente e, terminado o primeiro tempo, os 3 a 0 dos 45 minutos iniciais definiram a partida. No segundo tempo, o São Paulo apenas administrou a vantagem. Ampliou-a sem o menor esforço e tem dois jogos pela frente _ Grêmio no próximo domingo e Santos, no dia 2 de novembro _ fundamentais para tirar cópia, reconhecer a firma e autenticar o título. É uma questão de tempo.
COMO NOS VELHOS TEMPOS
Vitórias como a que o Botafogo obteve ontem serve para aumentar a estima de qualquer time de futebol. Especialmente quando acontecem contra um adversário que mostra capacidade de reação, não se deixa abalar pelas situações adversas e tem uma das equipes mais arrumadas do futebol brasileiro.
Há tempos, o Botafogo estava em busca de um resultado deste tipo e desta importância. Aconteceu exatamente contra um adversário que alimenta o sonho _ cada vez mais distante _ de brigar pelo título e certamente estará na Libertadores do ano que vem.
Em São Caetano, o Grêmio não tomou conhecimento da crise do adversário. Soube se aproveitar.
Escrito em às
Comentários:
EXERCÍCIO DE AUTORIDADE
O afastamento do Carlos Alberto mostra que o Emerson Leão, apesar da preocupante situação corintiana, não abre mão da autoridade. Cheguei a pensar que ele iria acomodar a situação exatamente pelo fato de ser o Carlos Alberto um dos mais regulares deste irregular Corinthians. Prevaleceu a hierariquia e não vou aqui criticar o treinador. Muito pelo contrário. Se nada acontecesse, o Leão certamente iria perder o comando deste grupo cada vez mais despedaçado.
Não sei se a punição levará o Carlos Alberto a fazer uma reflexão sobre o seu comportamento. Jogadores de futebol _ na verdade, os astros em qualqeur atividade profissional _ vivem cercados de súditos e ninguém tem coragem de apontar erros ou equívocos naquele que paga a conta, banca as despesas da família e não se preocupa com os gastos no cartão de crédito. Promessa de craque tempos atrás, o Carlos Alberto estacionou na sua carreira. Ninguém o cogita para a Seleção Brasileira, o mercado de ponta da Europa _ Itália, Inglaterra e Espanha _ não demonstra interesse em sua contratação e o mercado interno também não parece muito interessado em tê-lo. Entre o Carlos Alberto que surgiu e o que hoje distribui cotoveladas pelos gramados, a diferença é muito grande. O revelado nas divisões de base do Fluminense se insinuava como um meia ofensivo de primeira, capaz de desequilibrar a partida a favor do tricolor numa jogada ou num drible. O de hoje é indefinido taticamente _ será um apoiador? um meia? um ponta-de-lança? _ e se caracteriza pela irritação. Fossem os árbitros brasileiros mais corajosos e menos contemporizadores e dificilmente o Carlos Alberto terminaria a maioria das partidas que disputa.
Espero, por conta da habilidade que ele tem, que pense sobre o que tem acontecido na sua carreira. Acredito que financeiramente, a vida esteja resolvida, mas o sujeito que opta pela profissão de jogador de futebol não está apenas em busca do conforto bancário.
Escrito em às
Comentários:
O FUTURO DO FLUMINENSE
Quando decidiu pela demissão do Oswaldo de Oliveira, o Fluminense era o sexto colocado no Campeonato Brasileiro. Alimentava a pretensão de conseguir uma vaga para a Libertadores. Rodadas e rodadas depois _ o equivalente a Antônio Lopes, Josué Teixeira e agora PC Gusmão _, o time encontra-se num beco sem saída. Pode-se atribuir os seguidos tropeços as constantes mudanças de treinador, o que significa também alteração no estilo de trabalhar dos preparadores físicos e do preparadores de goleiros, e a um clima de insatisfação que parece ter tomado conta da centenária sede das Laranjeiras.
O Campeonato Brasileiro tem vários exemplos para reforçar a tese de que, em determinado momento, a queda de um time sofre interrupção. Não é permanente. A do Fluminense está próxima do fim e a previsão baseia-se apenas em casos anteriores. Não ficarei surpreso se o time vencer o Internacional, apesar do jogo ser em Porto Alegre, ou qualquer um dos próximos adversários _ Grêmio e Juventude, respectivamente.
Só que o resultado não pode apagar a sequência de atitudes equivocadas tomadas ao longo da temproada. O ano ainda não terminou, mas o Fluminense já esgotou o estoque de falhas e equívocos.
HUMILDADE
Leio que o goleiro Lopes, do Botafogo, foi barrado por não ter reconhecido a falha no gol da vitória do Fitgueirense. "Faltou humildade", diz o Acácio, responsável pela sua preparação, e ex-goleiro que tem no currículo uma Copa do Mundo, a da Itália, em 90.
Não creio que este seja motivo concreto para colocar um profissional no banco de reservas. Prefiro mergulhar um pouco mais na questão. Observo então que os problemas do Lopes são os mesmos do Max e já foram do Jeferson. Por coincidência, os três últimos goleiros do Botafogo. Saem mal do gol, têm dificuldade na reposição de bola, têm dificuldades nos chutes de longa distância e atuam calados a maior parte do tempo. Pode ter faltado humildade ao Lopes, mas o que prejudica esses goleiros é a preparação.
Escrito em às
Comentários:
A QUEDA DO CORINTHIANS
O que mais chamou a atenção na derrota do Coritnhians foi a facilidade com que a equipe do Lanus virou o placar. Parecia que eram dois times do mesmo nível. Não sáo. O argentino é mais limitado e a colocação no Campeonato Nacional do país explica um pouco das suas limitações. Alguém dirá que o elenco do Parque São Jorge não anda bem nas pernas no Campeonato Brasileiro, mas não é por conta do prazo de validade dos seus jogadores.
Enquanto a derrota serviu para tirar cópia, reconhecer a firma e autenticar que este ano é para ser esquecido, o futebol do clube ainda terá que administrar a crise entre o Carlos Alberto e o técnico Emerson Leão. Não é a primeira vez que o Leão bate boca com um jogador à beira do campo. A turma da boa memória lembrará que, em 2003, ele substituiu o Diego numa partida do Santos contra o Cruzeiro, no Mineirão, e os dois foram personagens da mesma situação desta quarta-feira à noite.
Está errado o jogador que bate boca com o técnico, mas é sempre conveniente lembrar que a explosão não acontece apenas por conta daquela situação. No jogo anterior do Corinthians, contra o Goiás, o Carlos Alberto foi substituído e também saiu com cara de nenhum amigo. Acredito que há tempos, ele e o Leão não falam a mesma língua.
Há de um lado um jogador que entra em campo sempre disposto a vencer, mas tem confundido a vontade com violência. Fossem os árbitros brasileiros mais criteriosos e menos acomodadores e o CA volta e meia terminaria a partida antes dos demais companheiros. Retorno ao jogo de domingo para lembrar que, com menos de 10 minutos, deu um tapa _ já virou uma marca sua _ no adversário e recebeu apenas um amarelo do contemporizador Elvécio Zequetto.
Ao mesmo tempo, o oponente do Carlos Alberto _ pelo menos nesta situação _ ainda não conseguiu dar rumo ao time. Acredito que o divisor de águas foi o jogo com o Santos. Naquele dia, o Corinthians poderia ter feito um e dois gols no primeiro tempo. Sofreu com a imprecisão de Rosinei e esbarrou nas defesas de Felipe. Voltou para casa com 3 a 0 sapecados e colado no uniforme. Perdeu o jogo e, por enquanto, o rumo, que só será reencontrado com uma vitória sobre o Flamengo.
PARA SE PENSAR
Que me desculpem os catedráticos, mas as eliminações brasileiros na noite portenha de quarta-feira mostra apenas que os times argentinos levam mais a sério do que pensam os nossos professores qualquer competição no continente. Essa história de desvalorizar a Sul-Americana só mostra o quanto o elenco do futebol verde e amarelo pensa pequeno. O resultado está aí.
Resta o Atlético Paranaense, que parece pensar de forma diferente. Se transformou na única esperança verde e amarela.
Escrito em às
Comentários:
BOM EXEMPLO
O que menos me preocupa nesta fase inicial do trabalho do Dunga como técnico da Seleção Brasileira é o resultado numa partida, outra ali e outra acolá. Mas o olhar para o time sempre se baseará nos resultados e por esta razão para que a vida do novo técnico permaneça ainda mais tranquila, o Brasil venceu o Equador.
Mais importante do que o resultado foi perceber o quanto Dunga está aberto para testes e não trabalha com aquelas convicções absolutas. Inabaláveis. Não existe, pelo menos no planeta Terra, alguém que possa sair pelas ruas, avenidas e favelas se proclamando o mais coerente dos seres. Dentro do que o ser humano pode ser, Dun ga tem sido um raro exemplo de coerência.
Quando destinou o banco de reservas para o Ronaldinho Gaúcho, os apressadinhos de plantão _ aparecem mais do que erva daninha _ logo disseram que havia ali uma barração e ignoraram os critérios que o técnico tem adotado desde o dia em que trocou a vida tranquila pelo turbilhão que é desempenhar este papel. Noves fora os conceitos do técnico, o que ele fez no segundo tempo é que merece reflexão mais apurada. Estiveram em campo os três jogadores que têm tudo para serem titulares da Seleção Brasileira daqui até a Copa de 2010. A fase do Ronaldinho Gaúcho é muito ruim, mas é conveniente jogar no lixo esta história de que ele é um engodo. Vê-lo em ação ao lado do Kaká e do Robinho representa um bom passo do técnico da Seleção Brasileira.
É possível que por conta da vitória, resultado de um passe do Ronaldinho Gaúcho para o Kaká, os apressados definam que ele jogou bem e se reencontrou. Nada disso. Foi mais uma atuação discreta _ para ser delicado _ do jogador do Barcelona. Só que a reunião dos três mostrou que eles podem atuar juntos e que o técnico da Seleção Brasileira cogita esta possibilidade. Antes, ele parecia inclinado a desprezá-la. E daí vem o benefício que é conviver com um determinado tipo de jogador, mesmo que ele não esteja em boa fase _ caso do Ronaldinho Gaúcho.
O técnico já percebeu que o abatimento provocado pela decepcionante atuação na Seleção Brasileira não foi superado. Elegeram-no o "cara da Copa e o resultado não apareceu. Até agora, o Ronaldinho Gaúcho ainda não entendeu o que aconteceu. Mas no mesmo estádio em que o Brasil conquistou o primeiro título mundial, ele descobriu que o técnico da Seleção Brasileira aposta em seu futebo. Bom para o atacante e bom para o futebol verde e amarelo.
Escrito em às
Comentários:
POSTURA DO LEVIR CULPI
Bom de papo, o Levir Culpi, técnico do Atlético Mineiro, em entrevista durante o Bem, Amigos, do SporTV, apresentado pelo Galvão Bueno, colocou o dedo na ferida ao externar o sentimento de parte da classe dos técnicos de futebol sobre a indicação do Dunga para o cargo mais importante do futebol brasileiro. Mostrou que a escolha do capitão da Seleção Brasileira na Copa de 94 causou certo incômodo entre os que dão expediente à beira do campo. Noves fora o corporativismo que pode incensar estes comentários, o mais interessante foi a observação do Levir de que o carisma do sujeito é colocado à frente da competência profissional. E foi além ao afirmar que não é apenas no futebol que isso acontece.
Este é o grande problema. Por conta da frustração que o comportamento da Seleção Brasileira causou na Copa da Alemanha, a idéia de que era preciso alguém animado e inquieto para o lugar do Carlos Alberto Parreira ganhou força. De uma hora para outra, a postura sóbria _ as vezes melancólica _ do antigo técnico se transformou em exemplo de derrota. Vivemos um tempo em que a imagem é mais importante do que o conteúdo. Quando a Seleção Brasileira entra em foco, as idéias ficam ainda mais exarcebadas. Acreditam que a receita para o sucesso passa pelo jeito Luiz Felipe Scolari de ser. Esquecem até que o sucesso deste vem do trabalho e da competência e não dos pulos, caretas e gestos que faz enquanto o seu time joga.
Neste ponto, o Levir está absolutamente certo. Quanto mais se valoriza a imagem e menos se observa o conteúdo, a capacidade de criação e o trabalho, mais nos empobrecemos. Só discordo do técnico em relação ao fato de o Dunga não ter experiência para ser o responsável pela Seleção Brasileira. Creio que se o Dunga estiver bem cercado, o trabalho fluirá cada vez mais. Qualquer julgamento agora será precipitado. Afinal, o trabalho ainda engatinha e só poderá ser mais bem observado na Copa América de 2007, na Venezuela.
Escrito em às
Comentários:
O ROMÁRIO DECIDE A SUA VIDA
Sei que muita gente vai virar o nariz para esta possível ida do Romário para o Tupi de Juz de Fora. Me incluam fora dessa. Entendo que ele tem o direito de decidir quando parar, o clube que vai jogar e nada disso áfetará a sua carreira. Foi o maior atacante da história recente do futebol e nada altetará esta situação. Tem a pretensão de chegar ao milésimo gol e persegue esta marca com a obsessão dos determinados. Que consiga alcançá-la. As vezes, eu acredito que as pessoas têm uma certa dificuldade em aceitar determinados comportamentos. O Romário sabe o que fazer da sua vida e ningué, NINGUÉM, deve querer arbuitrá-la.
Escrito em às
Comentários:
A SINCERIDADE DO VANDERLEI E DO MURICY
Entre os muitos problemas que existem no futebol, a falta de sinceridade é algo que incomoda. Quando alguém desafina o coro dos contentes é caso de se saudar com o devido entusiasmo. Foi o que aconteceu com o Vanderlei Luxemburgo e com o Muricy Ramalho. O primeiro acertou no alvo ao definir como justa a suspensão de sete jogos imposta ao goleiro Fábio Costa por conta de gestos obscenos para a torcida. O segundo ao dizer que no futebol brasileiro não existe uma grande equipe.
Ganha relevância o comentário feito pelo Vanderlei na medida em que a maioria dos técnicos sai sempre em defesa dos jogadores que comanda e fecha os olhos para qualquer evidência por mais fortes que sejam. Se comportam como aqueles pais de filhos problemáticos que preferem passar a mão na cabeça do moleque por mais que ele apronte. Valeria a pena que esses profissionais pensassem antes de falar. Veriam que a reicindência de alguns jogadores se deve muito mais a complacência com atitudes reprováveis do que qualquer outra coisa.
Quando o Vanderlei Luxemburgo diz que a punição ao Fábio Costa foi justa o efeito junto aos outros é altamente benéfico. Aquele jogador em início de carreira, situação bem diferente da do Fábio Costa, vai pensar duas vezes antes de fazer uma besteira.
Já o diagnóstico do Muricy mostra que este futebol exportador de pé-de-obra, qualificada e desaqualificada, precisa de equipes mais aplicadas do que qualquer outra cosia. Não adianta imaginar que existe uma grande equipe por aqui. O São Paulo se destaca por ser um time mais equilibrado do que a maioria. E se destaca ainda mais por ter um técnico que não tem medo de ser sincero. Tal e qual o Vanderlei.
Escrito em às
Comentários:
ALERTA EM PRETO E BRANCO
Quando um jogador sensato como o Betão faz críticas ao comportamento da arbitragem a necessidade de reflexão sobre o que pode acontecer com o time nesta reta final do Campeonato Brasileiro aumenta. Não foi por culpa do trabalho do Elvécio Zequetto que o time treinado pelo Emerson Leão voltou para São Paulo com três gols no puçá e estacionado na área de rebaixamento. O erro na expulsão de Betão pode ser confrontado com o erro na manutenção do goleiro Marcelo em campo, após o pênalti que cometeu em Wellington.
Se o Corinthians, que, reitero, não será rebaixado entrar pelo caminho de observar o comportamento dos árbitros e ignorar as fracas atuações. Diferentemente do que aconteceu no jogo com o Santos, o time atuou muito mal.
Terá tempo para se recuperar e vai continuar na primeira divisão, mas a temporada de 2006 já está garantida como uma das piores dos últimos tempos.
Escrito em às
Comentários:
VITÓRIA SEM PROBLEMAS
Não se deixem iludir pela diferença de apenas um gol. Exceto por uma defesa no fim da partida, em chute de Beto, o goleiro Rogério Ceni foi mais espectador do que participante nos 2 a 1 do São Paulo sobre o Fluminense, terminado agora a pouco no Maracanã.
Tivesse o São Paulo um pouco mais de precisão nos contra-ataques e poderia ter feito outros gols. O começo da partida, a exemplo do que já acontecera diante do Flamengo, deu a impressão de que a má fase do tricolor carioca terminaria. Tal e qual na quarta-feira, o atacante Tuta fez o primeiro gol. Mas o São Paulo não se abalou e virou o placar. Primeiro com Aluísio e depois com Leandro.
Veio o segundo tempo e o Fluminense não tinha outra alternativa ao não ser atacar. Um lance aqui de Petkovic, outro ali do mesmo Pet e nada mais. Na medida em que avançava, o Flu dava espaços para o São Paulo. Faltou inteligência no jogo de contra-ataque. Por duas vezes, o tricolor paulista desceu para o ataque com mais jogadores, mas a precipitação terminou com o passe para o jogador em impedimento ou não tão bem colocado.
O resultado aproxima o São Paulo ainda mais do título e amplia a crise técnica do Fluminense. Embora técnica, o papel de PC Gusmão é de bombeiro. E a impressão é que precisará de muito hidrante para que este time se reencontre.
RODADA DE FOGO
A vitória da Ponte Preta sobre o Juventude (3 a 1) e a do Vasco sobre o Fortaleza (2 a 0) mostraram que o time de Campinas ainda tem condições de fugir do rebaixamento _ com o resultado o Corinthians entrou para grupo _, enquanto o Fortaleza, a cada rodada, parece perder mais as forças.
Os três pontos obtidos pela Ponte conferem mais dramaticidade ao jogo entre Goiás e Corinthians nas tarde deste domingo.
Escrito em às
Comentários:
AS DIFERENÇAS ENTRE O KAKÁ E O RONALDINHO GAÚCHO
Na mais do que previsível vitória da Seleção Brasileira sobre o desnutrido combinado do Kuwait, o que mais chamou a atenção foi o morno desempenho do Ronaldinho Gaúcho. Tal e qual aconteceu na Copa do Mundo, ele não jogou nem bem e nem........mal. Vê-lo durante os primeiros 45 minutos da partida foi uma viagem ao passado recente. Parecia, como observou muito bem o Casagrande na transmissão da TV Globo, que ele ainda estava na Alemnha. Impregnado daquele espírito burocrático que contribuiu para que o time jamais conseguisse empolgar o torcedor, devoto da verde e amarela.
O opaco desempenho do Ronaldinho Gaúcho e as discussões em torno do seu opaco desempenho neste começo de temporada do futebol europeu me levam a uma entrevista concedida pelo Ronaldo, o Fenômeno, ainda na frase de treinamentos da Seleção Brasileira na Suíça. Em uma entrevista coletiva, o atacante do Real Madri deu um alerta ao companheiro de fama: "que ele não acredite ser possível carregar tudo nas costas", disse o Fenômeno. Poucos prestaram a atenção, mas o que aconteceu na Copa e se repete agora torna aquele comentário atual e motivo de reflexão.
Tenho a impressão de que o RG está saturado. Tratam-no como se fosse um super-herói, um jogador capaz de lances brilhantes em cada toque, em cada drible. É como aquele humorista de quem você só espera piadas. Até em velórios e enterros. Visto como uma máquina, capaz de suportar a qualquer tipo de pressão, ele sucumbe cada vez mais. Deve estar sufocado por esta adulação, pelo fracasso da Seleção Brasileira, mas não pode dizer nada disso. É aí que a vida do astro _ seja jogador, ator, cantor ou qualquer outra coisa _ se torna um inferno. Quem sabe o Ronaldinho Gaúcho não gostaria de dizer ao mundo que está mal por não aguentar tanta pressão ou simplesmente que está mal por......estar mal.
O problema é que se ele disser isso, o mundo cairá sobre ele. Uns insinuarão frescura, outros dirão que com a grana que recebe não tem este direito e poucos serão compreensivos. Afinal, o jogador bom de bola é um ser diferente, que não tem os mesmos dramas daquela rapaziada comum. Pensam que ele não se deprime, que não acorda sem a menor vontade de trabalhar e que sofre pelos mesmos motivos que todos sofrem.
Creio que a paciência do Dunga com o Ronaldinho Gaúcho será infinita, mas enquanto ele não conseguir gritar aos quatro cantos que a fase ruim passa, ela pode perdurar por mais tempo.
Enquanto isso, o Kaká mostra cada vez mais desenvoltura. Entrou lépido e fagueiro e mostrou que 45 minutos sentado no banco de reservas em nada o afetaram. Com 10 minutos de jogo, o Kaká já conseguira participar de mais lances do que o Ronaldinho Gaúcho no primeiro tempo. Ao contrário do que muita gente boa insinua, o Kaká não foi mal na Copa do Mundo. Pagou a conta pelo fracasso e a turma dos fundamentalistas coloca todas os uniformes no mesmo sado. Injustiça que não abateu o Kaká.
Quanto ao amistoso de ontem, ele serviu para ver que o número de candidatos ao posto de atacante titular aumenta. A partida do Rafael Sóbis foi acima da média. Deu um toque que todo mundo espera sair dos pés do Ronaldinho Gaúcho para o Daniel Carvalho marcar o terceiro gol da partida. Desembarcou para ficar.
ENFIM, A LIDERANÇA
Demorou, mas aconteceu. Muito provavelmente na hora certa, o Atlético Mineiro assume a liderança da Série B e consolida a idéia de que ano que vem estará na Série A. Teve, na vitória de 1 a 0 sobre o Brasiliense, um adversário que forçou o jogo e ameaçou o rival várias vezes.
Escrito em às
Comentários:
O CASO É DE PUNIÇÃO
Acabo de assistir no Globo Esporte a matéria feita pelo repórter Ivan Moré, com produção dos jornalistas Dario Leite e Rodrigo Araujo, mostrando que as torcidas organizadas de Corinthians x Palmeiras já agendaram, pela internet, um confronto para o próximo jogo dos dois times, dia 28, véspera do segundo turno das eleições.
Não é novidade o sentimento belicoso que domina estes falsos torcedores e tampouco supreende a falta de punição. É aí que esta o cerne da questão. Como ensina o bom jornalismo, as autoridades foram ouvidas e, apesar da boa vontade de todos, eu discordo da opinião de que reunir os integrantes das facções verde e branca e preto e branca para a busca de um entendimento. Está mais do que claro que há, de um lado e outro, pessoas que não querem este acordo.
Enquanto não forem identificados, processados e pagarem pela delinquência, os falsos torcedores _ que recebem o apoio de dirigentes inescrupulosos _ continuarão a sentar à mesa para discutirem medidas que impeçam a violência. Puro teatro.
Escrito em às
Comentários:
A HORA DA VERDADE
Depois do que fez diante do Fluminesne, o Flamengo não pisará o gramado do Palestra Itália neste domingo como mestre-de-cerimônias do Palmeiras. Entra no mesmo plano do rival e com as mesmas necessidades: vencer para ter um pouco mais de tranquilidade. Com time dentro da média, o Flamengo faz campanha tão irregular quanto a do Palmeiras por conta da instabilidade que envolve o clube. Aliás, o problema também afeta o adversário. Desde o início do Campeonato Brasileiro que o Palmeiras não tem vida tranquila. Mais por culpa da cartolagem do que por quem assina a súmula.
Escrito em às
Comentários:
O CORINTHIANS NÃO CAI
O placar nem sempre traduz o que foi uma partida. A derrota do Corinthians para o Santos é uma das fotografias desta frase. Tivesse o Rosinei mais concentração e menos presunção _ a rima foi inevitável _ e o time poderia ter feito o primeiro gol e, quem sabe, conquistado três pontos. O que faltou de competência aos jogadores treinados pelo Emerson Leão sobrou aos que são orientados pelo Vanderlei Luxemburgo.
Está mais do que na hora de jogar no lixo este discurso clichê de que o Santos é um time limitado, como dizem os serenos, e horroroso, na definição dos fundamentalistas. Para o futebol jogado no Brasil, o Santos está de bom tamanho. Já o Corinthians poderia estar em situação melhor. O problema é que se perdeu. Comprou a bússola ao contratar o Emerson Leão e, apesar da frustração mais extensa do que o Rio Tejo, é bom o torcedor levar para a cama todas as noites uma certeza: o Corinthians não cai.
Escrito em às
Comentários:
VALE A PENA SAIR DE CASA
O fim de semana no Rio de Janeiro é sempre agradável. Bons programas não faltam e a cidade, por conta da beleza, apanha e resiste. Pois este sábado reserva um Fluminense x São Paulo, no fim de tarde. Vale a pena sair de casa para observar o líder do Campeonato Brasileiro. Não é um das melhores equipes brasileiras dos últimos tempos, mas tem gente que entende do riscado e a formação que raspou o bigode do Vasco da Gama tem tudo para engatar mais de uma marcha.
Levou um tempo para o Muricy Ramalho encontrar a fórmula ideal para um time que casou com as conquistas no 3-5-2. A derrota na final da Libertadores, a saída do Lugano e a irregularidade dos atacantes apresentaram uma conta nos últimos meses. Com dinheiro em caixa, o São Paulo pagou, mas já se encontrou antes de precisar mexer nas reservas financeiras.
Sou do tempo _ isso é coisa da turma do cuba libre _ em que valia pena sair de casa para ver um bom time jogar. Mesmo que não fosse contra o do teu coração. Cansei de pegar o 438 (Barão de Drumond-Leblon) para ver o Santos, do Pelé, e o Palmeiras, do Ademir da Guia, atuarem no Maracanã. Rival das comparações e obcecado pelo bom senso, eu não estou aqui a colocar o São Paulo de hoje neste patamar, o que me livra de uma possível internação.
Mas se o time é lider, com folga, de um Campeonato Brasileira mais equilibrado do que a maioria disputada no Planeta Bola, é caso de observação. Do outro lado, o Fluminense que começou o ano de passeio completo e agora é visto de tanga. O promissor PC Gusmão necessita de muita calma e bom senso para administrar o péssimo momento do time. Bravatas, ameaças e berros não são recomendáveis para situações desse timpo.
Escrito em às
Comentários:
SÓ QUERO UM CRITÉRIO
O Tim Maia cantava: "só quero chocolate". Modesto, sem o vozeirão daquele que se tivesse nascido nos Estados Unidos seria considerado o "Rei do Soul", eu clamo por um critério por parte dos árbitros. Vejam ilustres blogueiros o tipo faceiro chamado Wilson Seneme. Na partida entre o Corinthians e o Santos, ele expulsou o Zé Roberto após o terceiro gol santista. Entendeu que o melhor jogador em campo exarcebou na comemoração. É é aí que está o busílis, como diria o personagem criado pelo Ruben Fonseca no livro Agosto. Ao ver o Zé Roberto sair de campo, encarar a sua torcida e reverenciá-la pelo gol, sua senhoria ficou indignado. Cartão vermelho naquele transgressor!
Pois enquanto foi rigoroso com o Zé Roberto _ tirou-lhe o direito de sair de campo, ao término da partida, ovacionado pelos santistas e olhado com admiração pelos corintianos _, o senhor Seneme tolerou a distribuição de pontápés do Marcelo Mattos. Aplicou-lhe um cartão amarelo, mas não conseguiu ser rigoroso a ponto de brindá-lo com o vermelho. Entre o pontapé e a arte, a segunda sempre será punida.
Fico a imaginar como se comportariam esses árbitros nos jogos da NBA, a Liga Profissional de basquete americana. Alguém já reparou como eles comemoram pontos decisivos?
PO
Escrito em às
Comentários:
IMPLICÂNCIA
Fossem integrantes de um partido político e os jogadores e integrantes da Comissão Técnica do São Paulo enxergariam uma orquestração contra o clube. Alto lá! Essa história de observar que no sapeca iá-iá sobre o Vasco da Gama os atacantes não marcaram é de cabo-de-esquadra. Procurar pelo em ovo, como diz um amigo do coração. Afinal, o que é mais importante? Ganhar com a categoria com que o São Paulo afundou a nau vascaína ou ver os seus atacantes empurrando a bola para as redes? Vamos ser mais lúcidos.
Escrito em às
Comentários:
TRAGÉDIA BRASILEIRA
Não sei se os blogueiros têm a mesma sensação, mas ao ver as agressões sofridas pelos jogadores do Coritiba, no desembarque da delegação na capital parananese, eu fico ainda mais convencido de que estão todos à espera de um corpo para que as providências necessárias sejam tomadas. Agressão é caso de polícia e seria muito bom para a saúde da sociedade verde e amarela que os agressores de quarta-feira fossem punidos. Tá certo que punir é verbo de difícil conjugação nesta terra das palmeiras e dos sabiás, mas não podemos ser cumplíces, por conivência, desta pasmaceiras que nos leva a achar tudo normal.
Escrito em às
Comentários:
MAR AZUL
O melhor público da primeira parte da rodada do Campeonato Brasileiro (26 mil pessoas) foi registrado no Estádio Olímpico. Na vitória do cada vez mais arrumado e confiante Grêmio, o desempenho da torcida foi tão eficiente quanto o dos jogadores durante os 90 minutos. Aquela massa que não parou de incentivar, gritar e aplaudir é a parte boa _ EXPRESSIVA TAMBÉM! _ da torcida gremista. Dentro do campo, os jogadores orientados por Mano Meneses mostram o quanto vale acreditar no que diz o técnico. Não tem ninguém ali que possa ser escolhido de primeira no par ou ímpar ou no zero ou um, mas ao olhar o desempenho do Hugo e do Tcheco, por exemplo, é possível perceber como eles mudaram em relação ao Corinthians (caso do Hugo) e do Santos (situação do Tcheco). Vejo os dois como os mais importantes nesta equipe. O Hugo pela movimentação incansável e o Tcheco pela criatividade.
Escrito em às
Comentários:
SAPECA IÁ-IÁ
A goleada do São Paulo sobre o Vasco da Gama (5 a 1) não surpreendeu. A diferença entre os dois times é muito evidente. Vale ressaltar que a modificação feita pelo Muricy Ramalho _ colocou em moldura o 3-5-2 e sobre a mesma um misto de 4-4-2 com 4-3-3 _ teve papel relevante neste placar. Não foi sapeca iá-iá para colocar o São Paulo em um pedestal _ exagero evidente destes tempos _ e tampouco para dizer que o time se reencontrou e voltará a exibir o futebol de tempos atrás. O placar ensina apenas que o tricolor é superior aos demais e quando o jogo flui esta superioridade se acentua ainda mais.
No Maracanã, o Flamengo conseguiu um resultado surpreendente pela diferença. Mais interessante foi notar mais uma vez a excelência do Renato nas cobranças de falta. Divide com o Rogério Ceni o troféu de melhor cobrador de faltas do futebol brasileiro na atualidade. Como o próximo adversário do Fluminense será o São Paulo _ o Maracanã como palco não fará diferença alguma _ é bom que ninguém se apresse em diga que o promissor PC Gusmão deve perguntar qual é o caminho para o Departamento Pessoal. Não creio em rebaixamento do Fluminense, mas é bom para o Fluminense que a idéia de trocar de técnico a cada insucesso seja arquivada.
Escrito em às
Comentários:
PELA LATERAL
Por favor me desculpem. O jogo Corinthians x Santos será nesta quinta-feira e não hoje à noite.
Escrito em às
Comentários:
ESQUEÇAM OS TÉCNICOS
Desde os meus tempos de garoto _ era a época do Pelé _, Santos x Corinthians me fascina. Os anos passaram, os dois clubes nem sempre tiveram grandes equipes mas o interesse persistiu. O clássico de hoje à noite no Pacaembu tem tudo para ser um grande jogo. Sugiro que o blogueiro acompanhe com atenção o desempenho do Amoroso. Quem tiver o cuidado de revisitar a carreira do atacante percdeberá que o seu rendimento em clássicos é sempre acima da média. Esqueçam o disputado contra o São Paulo, em sua estréia. Aquele era um Amoroso ainda em fase de readaptação.
Se o Amoroso pode fazer a diferença no Corinthians, o Zé Roberto pode fazer a balança pender para o lado santista. Não se trata de um craque, mas é jogador que cairia bem em qualquer equipe do futebol brasileiro. Tanto que foi responsável por uma disputa entre o Santos e o São Paulo.
Algum blogueiro pode estar curioso sobre o que tenho a escreve do Vanderlei Luxemburgo, técnico do Santos, ou do Emerson Leão, técnico do Corinthians. Considero-os profissionais mais do que capacitados, mas tenho uma tendência a colocar o treinador _ qualquer que seja _ em segundo plano. Evidente que a recuperação do Corinthians _ ainda abaixo do que se espera _ passa pelo EL, assim como a boa campanha do Santos tem os olhos e os óculos do VL. Mas dentro do campo, o poder do treinador cede espaços para o talento do jogador. Ainda mais quando tem o Amoroso de um lado e o Zé Roberto do outro.
Escrito em às
Comentários:
VENTO E PALMEIRAS
É muito bom observar que o futebol do Nordeste _ precisamente de Pernambuco _ tem mais do que razoáveis possibilidades de contar com dois clubes na Série A em 2007. É uma das poucas praças em que o torcedor não questiona o hábito de comparecer aos estádios. Basta olhar o público nas partidas do Náutico e do Sport. Caso a tendência se confirme vale a pena a diretoria dos dois clubes não esquecer que uma coisa é um elenco para a segunda divisão e outra para a primeira. Basta olhar o que acontece com o rival Santa Cruz.
Escrito em às
Comentários:
ATÉ QUANDO
Está mais do que hora de parar com esta mania de analisar a vocação ofensiva de uma equipe pelo número de atacantes com que o time entra em campo. A maioria dos técnicos tem razão quando apresenta este argumento para justificar suas escalações. O problema é que o gosto pela defesa dos treinadores joga no ralo esta minha teoria, mas a miopia que domina o assunto as vezes cansa.
Escrito em às
Comentários:
SÉRIE B
A vitória do Atlético Mineiro mostrou que o time mineiro caminho com passos de soldado em dia de desfile militar para a porta de acesso à Série A e que o Guarani se candidatou _ sem direito a segundo turno _ ao papel de figurante no futebol brasileiro. Noves fora os erros do árbitro que impediu maior diferença do placar _ o jogo terminou 4 a 1 para o Atlético-MG _, o time treinado pelo Levir Culpi mostra, a cada jogo, que ganha corpo. Não faço parte desta turma que dá aos treinadores poderes de Ministro da Economia de país em crise financeira, mas o LC parece ter vocação para dirigir times na Série B. Sabe o que fazer e conhece o caminho.
Escrito em às
Comentários:
A VOLTA DO MINEIRO
Parece coisa do destino. Mais uma vez, o Edmílson deixa a Seleção Brasileira e o Mineiro entra em seu lugar. Não é aquele Mineiro da temporada passada, especialmente o final, mas a chance é de ouro. Ainda mais pelo fato de o Edmílson ter contusões frequentes.
Escrito em às
Comentários:
EXAGERO E MIOPIA
Em tempos de exagero, a exaltação ao time do São Paulo é compreensível. O cenário do futebol brasileiro pouco anima. Pois este time que lidera com razoável folga o Campeonato Brasileiro não está entre as grandes equipes da história do futebol brasileiro. Ocupa o primeiro lugar por ter uma equipe competente, mas quando cai de produção em um jogo ou outro, eu percebo que a decpeção é maior do que deveria. Esperam muito de um time que não é......imbatível. E quando ele frustra as expectativas o mundo cai como se estivessemos diante de um esquadrão. Alto lá.
Tem boas possibilidades de vencer o Vasco da Gama. Não pelo fato de jogar no Morumbi, mas por ter uma equipe mais harmoniosa. Só que uma derrota não é para fazer garoa. Será resultado normal.
Escrito em às
Comentários:
RODADA DE AFIRMAÇÃO
Depois do sapeca-iá-iá que levou do Goiás, o Grêmio tem pela frente um Palmeiras ainda inseguro quanto ao seu futuro. Nada justifica a saída do técnico Tite. É comportamento antigo da cartolagem brasileira, mas, creio, cada vez mais questionado. Houve uma época em que se usava a palavra "prestigiado" para insinuar a provável saída do treinador. Assim como o telefone de parede, a palavra caiu em desuso. Demite-se o técnico com a mesma cara de pau de outras épocas e pensa-se assim que a ira do torcedor será aplacada.
O mais curioso desta história é que o adversário do Palmeiras vive uma fase completamente diferente. Está com o Mano Meneses há tempos _ nas chuvas e nos dias ensolarados _ e o trabalho mostra resultados. Não sou contra mandar um técnico embora, tampouco qualquer outro profissional, mas entendo que os critérios precisam ser mais claros. Explico: o técnico que trabalha e tira do elenco, convenhamos que a maioria muito limitada, o que ele pode dar não deve ser orientado para entrar em contato com o Departamento Pessoal. Mais vale a conversa e a busca pelas razões da instabilidade ou de resultados frustrantes.
Tivesse feito isso e o Fluminense não seria um exemplo de desastre administrativo nesta temporada. Quando deu o "bilhete azul" _ outra expressão das antigas, como a galocha e o uso de pantufas _ ao Oswaldo de Oliveira, a diretoria mandou para casa o responsável por uma equipe que morava na sexta colocação.
De lá para cá, o desempenho caiu e com ele tombaram os técnicos. O PC Gusmão, ainda na categoria dos técnicos promissores, estréia justamente contra o Flamengo. Nada melhor. Se vencer, os apressados _ e como eles existem _ dirão que foi o dedo do técnico. Se perder, a explicação sairá do forno com velha frase: "ainda não deu para arrumar o time".
Enquanto isso, o Flamengo mostra não sabe como atuar com Sávio. Defendo a escalação dos melhores e este é o trabalho do técnico. Vamos ver como se comporta um time com dois atacantes pouco móveis _ Luisão e Obina _ e um jogador que precisa quebrar a rotina de ficar apenas numa faixa de campo: o Sávio. Limitar o seu futebol à esquerda é pouco.
Escrito em às
Comentários:
REENCONTRO
O reencontro da dupla Guga e Larri é para ser saudado. O maior tenista brasileira de todos os tempos merece ser respeitado não apenas pelo currículo, por ter transformado as ma nhãs de domingo em motivo de orgulho para o torcedor, mas também pelo esforço que faz para continuar em atividade. Quem o acompanha fica comovido com a dedicação do tenista.
Adeptos da crueldade com os ídolos, os brasileiros devem pensar duas _ vale mais para quem quiser _ quando forem falar do Guga.
Escrito em às
Comentários:
DECISÃO PARA SER RESPEITADA
Tenho pelo goleiro Dida um velho respeito. Faz parte daquele grupo de pessoas que passam a vida preocupadas em desempenhar da melhor maneira possível o seu papel. Em tempos de barulho, busca pela notoriedade imediata, o Dida sempre foi um personagem diferente. Avesso a entrevistas, mais calado do que falante, ele construiu uma carreira de fazer inveja a muito goleiro. Quando declara que não pretende mais jogar na Seleção Brasileira _ quem divulgou a decisão foi o técnico Dunga _, ele ganha ainda mais o meu respeito.
Está mais do que na hora de pararem de tratar o jogador como um ser diferente. Toleramos e aceitamos comportamentos diferenciados em outros profissionais, mas não aceitamos que o jogador de futebol tenha comportamento semelhante ao de um bancário, médico ou advogado. A carreira do Dida não se desvalorizará pelo fato de ter desistido da Seleção Brasileira. É decisão corajosa e coragem, assim como sinceridade, devem ser respeitadas. O problema é quando confundem a primeira com inconsequência e a segunda com ofensa.
O jogador de futebol também fica sem vontade de jogar, sente-se cansado, perde o encanto e até o dezsejo de jogar na...............Seleção Brasileira.
Respeitem a decisão do Dida e não o crucifiquem por ter sido transparente. Preferirei sempre lembrá-lo como um bom goleiro que a Seleção teve.
Escrito em às
Comentários: